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quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Online Tv, oportunidade desperdiçada?

No evento Upload Lisboa do ano passado a organização presenteou o público de casa com a disponibilização de um live stream para todo o evento. Para todos aqueles que, como eu, tinham interesse em ouvir os oradores, mas não podia se deslocar a Lisboa, foi um bom upgrade ao evento, com os seus prós e contras: sem custos de inscrição ou deslocação à capital, mas também sem o networking e interacção que a presença física permite.

No final da transmissão, enderecei um tweet à organização a sugerir que na próxima edição, provavelmente a acontecer este ano, escolhessem uma pergunta do público online para colocar aos oradores no momento do debate. De facto, num evento que se assume como "um espaço de discussão e de encontro, baseado no que passa online e a partir dele" faz para mim todo o sentido que se incentive a participação online, quer através do facebook ou da famosa twitter wall dedicada ao evento.

Com isto em mente e após um conhecimento mais próximo das potencialidades do Video Online e da Online Tv, questiono-me se não estamos perante uma oportunidade desperdiçada.

Quando de pensa nas palavras Video Online, Stream, Online Tv vem-nos à cabeça o YouTube e os seus vídeo virais, as Tv's corporativas que quase nenhum Banco dispensa e o stream do futebol ou das famosas keynotes de Steve Jobs. E o mercado dos eventos, mais propriamente das Conferências e Seminários?

Quase todos os sectores profissionais têm um punhado de Conferências Internacionais que são consideradas o must go do sector. Normalmente, são Conferências só acessíveis à gestão de topo ou a empresas com income suficiente que lhes permita esse investimento. Normalmente, também, são Conferências vedadas ao profissional independente ou ao jovem licenciado, precisamente pelo valor associado, não só do ingresso, como da própria deslocação e estadia (a menos que tenha a sorte de morar na cidade anfitriã).

Eu sei que o faz destas conferências tão apetecíveis é o seu posicionamento premium, não só pela qualidade e reputação dos oradores, como por apenas estarem acessíveis a uma determinada classe. Mas não faria sentido apostar nos e-ingressos, maximizando o investimento nestes eventos? Permitir que quem está a quilómetros de distância e sem possibilidade de assistir ao vivo, poder, ainda assim, beber do conhecimento dos profissionais de sucesso? No imediato, identifico três oportunidades: a venda de ingressos para presença exclusivamente Online (obviamente mais baratos), maior retorno/incentivo para patrocinadores e maiores receitas com anunciantes pela colocação de publicidade no stream durante a troca de oradores.

O carácter exclusivo e premium mantinha-se: o acesso físico às Conferências continuava apenas acessível a alguns e, tal como no Upload Lisboa, as oportunidades de networking e de negócio ficavam reservadas a estes. No entanto, esta solução/serviço permitiria aumentar a notoriedade (do evento, da organização e dos patrocinadores), maximizar o investimento financeiro e, porque não, posicionar o evento como verdadeiramente mundial e ao serviço do conhecimento.

Fica a ideia.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Formação também é networking

Comecei esta semana a frequentar a Formação Pedagógica Inicial de Formadores (para obtenção do CAP de Formador) e sem dúvida que não podia estar integrada numa turma mais diversificada, desde engenheiras biotecnológicas, psicólogas, engenheiros informáticos, profissionais da comunicação, técnicos oficiais de contas e até um monitor de natação.

Nas primeiras aulas tivemos de fazer uma breve apresentação para nos ser avaliados aspectos como postura, dicção, à-vontade.. um breve diagnóstico das nossas capacidades e competências comunicativas.

Numa das apresentações, foi-nos mostrado um vídeo que certamente muitos já viram circular nas redes:



Creio até que cheguei a partilhar este vídeo em meados de Novembro/Dezembro, mas nunca me tinha apercebido que se tratava de um trabalho de uma empresa portuguesa, a YouOn, ainda por cima sediada no Distrito de Braga, mais concretamente Famalicão, e especializada em video online.

Posso nunca vir a colaborar com ou a solicitar os serviços da YouOn, mas é certamente um contacto valioso para a minha rede.

Se antigamente nos inscrevíamos numa formação a pensar que iríamos aprender apenas sobre aquele tema, hoje em dia uma formação, um workshop, uma talk ao estilo TED é, cada vez mais, uma oportunidade de networking, certamente a não perder.

sexta-feira, novembro 11, 2011

Alugue um estudante!

Esta é a proposta da startup RentAStudent que pretende fazer a ponte entre o mundo universitário e o mundo empresarial, dando resposta a dois problemas complementares: o do estudante, que quer aplicar os conhecimentos que está a aprender na universidade num contexto de trabalho real, sendo remunerado por isso, e o do empresário que necessita de desenvolver um projecto, mas tem baixos recursos.

Como evidencia a Business Insider, um estudante em final de curso depara-se actualmente com um dilema: escolher um emprego remunerado fora da área de estudo ou aceitar um estágio não remunerado (realidade que, infelizmente, bem conhecemos no nosso país).

A proposta da nova startup é simples: as empresas submetem os seus projectos na plataforma e os estudantes candidatam-se aos projectos com os quais se identificam, sendo depois a remuneração acordada entre a empresa e o estudante seleccionado. A meu ver, beneficiam ambas as partes: o estudante ganha experiência e uns bons trocos por isso e a empresa consegue um bom trabalho a preço mais em conta. O perigo? Os estudantes mais "desesperados" enveredarem pelo downgrading do seu trabalho, sujeitando-se a pagamentos bastante inferiores aos dos seus pares. 

Numa altura em que o desemprego abunda e as estimativas para 2012 não são as melhores (prevê-se que passará de 12,6% para 13,6%), projectos como este são de louvar, por incentivarem o emprego qualificado e darem o devido valor aos anos de estudo que passamos no Ensino Superior.

Em Portugal, nasceu recentemente uma iniciativa semelhante, embora com contornos diferentes. O www.trabalhadoresindependentes.com, destina-se a freelancers que pretendam publicitar o seu trabalho e angariar clientes. Para tal, basta preencherem o seu perfil e ficar à espera de propostas. O ponto negativo deste projecto, a meu ver, é o facto de ser mais uma mostra de profissionais (não temos para isso o Linkedin e demais redes sociais?) do que um verdadeiro networking, com a agravante que, após o primeiro mês de utilização, o freelancer tem de pagar uma quota para manter a presença na plataforma (obviamente, sem garantias de conseguir, de facto, trabalho).

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

PR After Work - Edição Nortenha

É com muito gosto que apresento aos mais distraídos a primeira edição nortenha do PR After Work.

Como bem explica Rodrigo Saraiva, um dos membros do blogue PiaR e mentor deste evento de networking, o PR After Work é "um encontro de profissionais da Comunicação. Embora mais virado para os profissionais de Public Relations, o evento, tal como os três primeiros, é também aberto a jornalistas, marketeers, publicitários e todos os que desenvolvem a sua actividade na área da Comunicação".

A organização nortenha está a cargo de Fernando Moreira de Sá e o encontro está marcado para as 18h do dia 24 (daqui a uma semana), no café Bogani, no Cais de Gaia.

Confesso que tenho alguma curiosidade em relação a este evento: estive a verificar a lista de contactos "profissionais" que tenho nas redes sociais e constato que a grande maioria (para dão dizer a esmagadora maioria) trabalha e reside em Lisboa. Onde andam os profissionais nortenhos do sector? Tenho andado assim tão distraída? Espero vir a conhecer alguns no dia 24!

Encontram mais informação na página do evento no Facebook. Apareçam!

sábado, janeiro 08, 2011

Seguindo as recomendações de António Granado

Várias vezes republicado em outros blogues, António Granado escreveu no início deste ano um texto onde sugere as dez características que um blogue deveria ter. De forma resumida (para ler com profundidade, aconselho a consulta da fonte), as sugestões são:

1. Um blog tem de ser um compromisso sério e livre;
2. Um blog deve ter um tema e explorá-lo profundamente;
3. Blogar deve ser partilhar conhecimento e ter gosto nisso;
4. Postar com frequência deve ser uma preocupação;
5. Um blog é um espaço público, não é uma conversa de amigos;< 6. Um blog tem uma voz própria e deve ser coerente com essa voz; 7. Antes de começar um blog, pensar duas vezes;>
8. Vale a pena apostar num domínio próprio e brincar com as ferramentas;
9. Um blog pode ser a porta de entrada na profissão de jornalista;
10. Os blogs não estão fora de moda.
Para quem conhece este meu espaço na Internet, vivenciou as alterações que o mesmo sofreu desde 2006: alterações ao design, compra de domínio próprio, mudança de plataforma (esteve durante um ano alojado no sapo blogs, onde mantenho os todos os textos desde 2006) e de conteúdos.

Principalmente durante os tempos de faculdade, este era um blogue essencialmente pessoal, onde partilhei o quotidiano de uma estudante universitária. No início deste ano, comecei a sentir a importância do ponto dois. Para o fait divers e histórias do meu quotidiano pessoal tenho o twitter e o facebook. Para este espaço, decidi abandonar de uma vez por todas os temas pessoais (exceptuando casos esporádicos) e focar apenas nos temas relacionados com a minha profissão e área de investigação: comunicação, marketing, estratégia empresarial, marketing digital e social media.

Como refere António Granado no seu texto "As pessoas querem e valorizam a informação especializada. Trabalhar para um nicho é criar uma audiência fiel, tornando-nos nós próprios especialistas nas área sobre as quais escrevemos. E aprender com isso"

E a verdade é que nesta última semana comprovei isso mesmo. O que começou por ser uma simples reflexão transformou-se num tema de debate (ver aqui, aqui, aqui e aqui). É claro que não contava com a referência de Luís Paixão Martins e é óbvio que sem esse comentário o texto original nunca teria tido a propagação que teve. Mas se ao princípio vi os comentários apenas como crítica ao meu texto, passados alguns dias consigo ver o quadro completo ou, como dizem os ingleses, "the big picture" (e muito graças ao comentário do Fernando Moreira de Sá). Por ter focado um tema específico, suscitei o interesse de outras pessoas, dando lugar à partilha de informação. No final, como escrevia António Granado, aprendi com isso.

Nota: uma referência especial ao Rodrigo Saraiva que me alertou para o texto do Luís. Não que o blogue Lugares Comuns não faça parte da minha lista de feeds, mas com o regresso ao trabalho, início de ano e com uma tese para terminar não são raras as vezes em que chego ao Google Reader e faço "mark all as read".

terça-feira, setembro 15, 2009

Upload Lisboa - 2.0 meeting

"O Upload - 2.0 meeting tem como objectivos reunir interessados de diversas áreas para a discussão do actual panorama da internet e da sua utilização, tendo por base a era da Web 2.0, caracterizada pelas dinâmicas sociais.
Como jovens empreendedores da área do Marketing / RP e da Comunicação é nosso interesse reunir um conjunto de pensadores e investigadores das áreas da comunicação, de maneira a perceber as constantes mudanças que acompanham a actual web."

Objectivo traçado, objectivo cumprido. Com um bom painel de oradores e moderadores, foi o primeiro evento do género a acontecer em Portugal, pelo menos com a projecção que teve e com este conceito.

Como qualquer evento que acontece pela primeira vez, alguns aspectos não correram muito bem, mas foi sem dúvida um evento bem conseguido.

Pontos fortes:
  • A organização. Como disse Ricardo Teixeira "é de louvar a atitude e determinação dos jovens organizadores q fizeram um evento de nível profissional". Ainda que com alguns percalços, teve, no final, nota muito positiva;
  • A escolha dos oradores e os temas abordados;
  • O facto de terem sido dados exemplos práticos de como usar as redes socias nas empresas;
  • A interacção entre o público e os oradores, algo que faz muito sentido neste tipo de evento;

Pontos fracos:
  • O ecrã com Tweet Grid. Distraiu muito o público e criou ruído durante as intervenções dos oradores. Embora faça sentido este feedback em tempo real, terá de ser repensado em futuros eventos do género;
  • Alguma imaturidade da plateia. Aproveitaram o tweet grid para fazerem chacota dos oradores. Dar feedback é positivo, mas sem desrespeitar os profissionais. Se é verdade que nem todos tiveram o dom da oratória, só pelo facto de estarem ali a transmitir a sua experiência profissional mereciam mais respeito;
  • Duração das apresentações e do evento. Compreendo que tentaram juntar o máximo de oradores possíveis num só dia, mas foi muito cansativo. Os oradores finais contaram com dois terços da plateia e com muito menos atenção por parte desta.

Como disse, no balanço final dou nota positiva ao evento e dei por bem entregue o dinheiro e tempo gastos na deslocação a Lisboa. Aprendi bastante, fiquei com algumas ideias de como aplicar melhor as redes sociais a nível pessoal a profissional e o convívio é sempre de louvar.

Deixo apenas algumas dicas para próximas edições ou eventos do género:
  1. Menos oradores ou realizar o evento em dois dias. Torna-se menos cansativo e conseguimos ouvir com mais atenção cada orador. Ontem o último painel ficou um pouco prejudicado.
  2. A já referida questão do tweet grid. Dentro do auditório cria ruído. Terá de ser repensada.
  3. Mais eventos do género em Portugal. É preciso por a área da comunicação a mexer e a discutir! Eventos como este, a preços acessíveis, são necessários.

Deixo aqui os meus parabéns à organização e fico à espera por 2010 :)