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terça-feira, maio 01, 2012

Teremos Google e Facebook daqui a 5 anos?

A Forbes publica um interessante artigo sobre o ciclo de vida das empresas tecnológicas a operar na Internet e baseia-se em estudos académicos para sustentar os seus pontos de vista.

Não se trata de mais um artigo a vaticinar o fim de alguns gigantes, no caso a Google e o Facebook. O artigo baseia-se também na análise da história para demonstrar que, ao ritmo que a tecnologia evolui, principalmente no ambiente web, esse fim tem de ser visto como algo natural. Mais: a vitalidade de uma empresa depende invariavelmente do momento em que aparece.

E dá um exemplo muito conhecido por todos: a inadaptação da Google à web social. Lê-se no artigo que a Google revolucionou a agregação de conteúdos na Internet. A forma como pesquisamos na web e, principalmente, os resultados que obtemos nada têm a ver com os processos utilizados pela Yahoo ou Altavista.

No entanto, aquando do aparecimento da web 2.0 e de empresas como o Facebook, a Google desvalorizou as potencialidades e, pior ainda, a importância que a web social iria ter nos anos seguintes. E por muitos projectos e tentativas que tenha feito em apanhar o comboio das redes sociais, nunca vai ser capaz de competir nesta área de igual para igual.

Acrescentaria mesmo que isto não se deve apenas à inadaptação da Google, mas também aos preconceitos (no sentido literal do termo - ideias pré concebidas) que os utilizadores possuem: quando pensamos em Google pensamos em pesquisa de informação, não pensamos em interacção social.

Vale a pena ler o artigo completo:

segunda-feira, janeiro 30, 2012

A ditadura do consumidor

Tive conhecimento através do facebook da Estrela Serrano que a FNAC decidiu retirar a campanha que tem dado que falar nos últimos dias. Em causa, está uma campanha de troca de livros em que se lia num dos placards promocionais o mote “Troque os Maias pela Meyer”.

Só tive conhecimento da campanha pelo facebook e, achando de mau gosto ver da mesma frase Eça e Meyer, a minha reacção ficou por aí. No meu gosto por literatura, Eça está a anos luz de Meyer e nunca faria essa troca, mas a bem da verdade repudio livros, filmes e afins que toquem na nova vertente do tema vampiresco. Tirando isso, até considerei a campanha em si interessante. Se é verdade que os 5€ pouco mais dão para comprar do que livros de bolso, é também verdade que é uma excelente forma de arranjar espaço na estante para novos livros. É a vertente comercial do bookcrossing, mas com o mesmo intuito para o consumidor: encontrar novas obras para enriquecimento cultural.

Durante o fim de semana, comecei a ver no feed do facebook inúmeras partilhas de links, textos de blogs e comentários a criticar a campanha da FNAC, uma nova avalanche de indignação perante a acção de uma marca. Como não me considero guru de coisa alguma, deixo apenas a minha opinião sobre este caso, replicando os comentários que deixei no mural da Estrela Serrano:

"Infelizmente as redes são usadas para críticas menos sérias. Se é verdade que o caso Ensitel mais que mereceu a revolta nas redes uma vez que tinha contornos de limitação da liberdade de expressão, com tribunais à mistura, qualquer um de nós sabe que no caso da FNAC o intuito foi somente utilizar a semelhança fonética dos autores/títulos, numa campanha que beneficiava consumidor e a AMI. De qualquer forma, as redes sociais também funcionam um pouco como a "ditadura" do consumidor perante a marca e o melhor que a FNAC tinha a fazer era cortar o mal pela raiz e fazer um comunicado, tal como o fez. (...)"

"A FNAC tirou partido de uma semelhança fonética e da popularidade da saga dos vampiros para vender, disso não há dúvidas, mas continuo a achar que se extrapolou em demasia o significado desta campanha. Em última análise, não compete à FNAC classificar um autor como clássico ou popular ou como sendo mais ou menos digno da atenção do leitor. A FNAC é um distribuidor e quer vender e se dá mais ou menos destaque a um autor é porque (1) é paga pela editora para isso e (2) porque tem projecção de maior venda/lucros e isso é ditado pelo consumidor. Usar esta campanha para dizer que a FNAC procurou denegrir a cultura portuguesa face a uma leitura mais popular é, na minha opinião, exagerado."

sexta-feira, dezembro 09, 2011

As escolhas de "The Economist"

Se andam à procura de ideias para prendas de Natal e dar livros é uma opção, a revista The Economist ajuda na escolha, publicando num recente artigo a lista dos melhores livros do ano (para eles, claro), em diversas categorias desde Política, Biografia, Economia e Negócios, História, Ciência e Tecnologia, Cultura e Viagens, Ficção e Poesia.

"The best books of 2011 were about China, Congo, Afghanistan, Charles Dickens, Vincent van Gogh, the "Flora Delanica", Jerusalem, Mumbai’s dance bars, quantum physics, sugar, orgasms, blue nights, two moons and other people’s money".

Para ler, aqui.

quarta-feira, novembro 30, 2011

Harvard Trends


"Harvard Trends" é um livro de gestão que identifica e analisa as 100 principais tendências de gestão globais, em apenas 1700 caracteres cada uma, escrito por dois MBA portugueses - Pedro Barbosa e Ana Silva O’Reilly.

Os autores propõe-nos seguir a escolha das melhores tendências de gestão, filtradas entre centenas de tópicos, assuntos e temas debatidos nas melhores universidades do mundo. Os autores oferecem ainda uma proposta de valor que foi melhorada progressivamente por mais de duas centenas de pessoas, em ambiente crowdsourcing.

O livro será lançado nos dias 6 e 7 de Dezembro no El Corte Inglês de Lisboa e Gaia/Porto, respectivamente. A distribuição em Portugal ocorre em Dezembro de 2011 em formato papel e e-book.

Mais informações aqui.

quinta-feira, novembro 24, 2011

A to-do list de Leonardo Da Vinci

Antes da existência de telemóveis, portáteis, agendas electrónicas e outros gadgets, já existiam as "to-do list" e nem um dos maiores cérebros que a humanidade já conheceu dispensava estes auxiliares de memória.

Robert Krulwich e o ilustrador Wendy MacNaughton produziram para a NPR a ilustração que se segue, com base em informações encontradas num novo livro "Da Vinci's Ghost: Genius, Obsession, and How Leonardo Created the World in His Own Image" de Toby Lester. Segundo a autor, Leonardo Da Vinci costumava viajar com um pequeno caderno pendurado na cintura, e "sempre que algo chamava a sua atenção", ele fazia uma nota, ou começar a "desenhar furiosamente."



Para Krulwich, esta lista é o exemplo do que o cérebro pode fazer quando vagueia livremente: "Quando precisamos de trabalhar, esforçamo-nos por nos concentrar. Esta abordagem também pode inibir a imaginação. Às vezes, é importante considerar informações irrelevantes, para olharmos com atenção para todas as associações escondidas nos locais mais recônditos do cérebro".

Para saber mais, basta clicar nos links anteriores ou aqui, aqui e aqui.

terça-feira, novembro 15, 2011

Publicar livros sem recorrer às editoras

No blog Freelance Switch, Danny Iny publica hoje um interessante artigo sobre a "auto-publicação" de livros, ou seja, sem recorrer a editoras (e sem perder a percentagem sobre as vendas que estes exigem).

Em primeiro lugar, este artigo vale o destaque por elevar o orgulho português, ao mencionar o escritor Paulo Coelho e o seu livro "O Alquimista" juntamente com outros nomes como J.K. Rowling, Dan Brown e Jack Canfield (referidos por serem casos de sucesso internacionais).

O artigo aborda os vários receios que um jovem autor enfrenta (principalmente se estiver perante a sua primeira publicação) e, ao longo do texto, são dadas respostas a questões centrais, tais como se vale a pena publicar, a questão das margens de lucro ou as acções de marketing associadas à promoção do livro.

Atenção que este artigo aborda a publicação de livros em papel e não ebooks. Para os interessados e futuros autores, são recomendados alguns serviços online que tratam da encadernação e mesmo distribuição do livro (CreateSpace e Lulu). Para quem pondera a publicação de ebooks, sem dúvida que a Amazon é a primeira distribuidora que nos surge na memória e, para isso, podem consultar este link com as principais informações sobre a auto-publicação (de ebooks e livros em papel).

terça-feira, outubro 18, 2011

Opção Kindle?

Estava a aguardar pelas primeiras críticas aos novos Kindles para fazer este post, mas trocas recentes de mensagens no Google+ com utilizadores de Kindle fizeram-me ponderar seriamente na compra deste ebook reader.

De facto, nos últimos meses tenho retomado os meus hábitos de leitura e não consigo deixar de pensar como ter um ebook reader seria uma excelente e bem mais confortável opção para ler alguns dos calhamaços de 300 páginas que cá andam (o último de Dan Brown está há quase dois anos à espera de ser terminado). Mas confesso que no dia da apresentação da Amazon, no início do mês, a opção recaiu sobre o Kindle Fire, por ser um tablet "low cost", mas desenvolvido pela Amazon e com sistema Android, contendo as mais-valias comprovadas destas duas marcas. Além de ebook reader serviria outros propósitos e seria um bom substituto ao portátil que deixou de dar sinais de vida ainda antes do Verão (para trabalhos mais "sérios" está aqui o belíssimo iMac).

No entanto, e depois de ler algumas reviews, começo a olhar com outros olhos para o Kindle de 100€ (a versão com publicidade só existe nos Estados Unidos). A qualidade dos ecrãs E Ink parece ser consensual, tal como a ideia de que, para ler, não há dispositivo melhor. Fico a pensar se a comprar um Kindle Fire não ficarei pela metade: nem tem a qualidade de leitura dos Kindle tradicionais, nem tem todas as capacidades de um tablet (dado que o sistema Android é adaptado ao Kindle e não possui todas as funcionalidades).

Depois, o Benjamim alertou-me ainda para a tripla função de leitura do Kindle: além de ebook reader, permite ainda ler os artigos do Instapaper, bem como subscrever os feeds de vários jornais e revistas através do software Calibre.

O único senão nesta fase é mesmo o ecrã monocromático, mas acho que em tempos de crise os 100€ e a qualidade comprovada do ecrã para a função principal - ler - batem qualquer argumento. Ainda quero, mesmo assim, esperar pelas primeiras críticas ao Kindle Fire, até porque esta será, muito provavelmente, a minha prenda de Natal para mim, pelo que ainda disponho de dois meses e meio para ponderar.

E vocês, são utilizadores de Kindle ou usam outro dispositivo para ler ebooks?

quinta-feira, outubro 13, 2011

IVA reduzido nos ebooks

O site de tecnologia do Sapo (TeK) noticia hoje que o Parlamento Europeu discute a aplicação de uma taxa reduzida de IVA para os livros electrónicos:

(...)No que se refere aos livros, defende a proposta que o IVA aplicável deve ser o mesmo, independentemente do suporte (papel, audiobooks, livro eletrónico). "Todos os livros, jornais e revistas, independentemente do seu formato, devem estar sujeitos ao mesmo regime de IVA, ou seja, tanto aos livros, jornais e revistas descarregáveis como aos consultáveis em leitura apenas (streaming) se deve aplicar o mesmo sistema de IVA que aos disponíveis em formato tradicional", defende o relatório que vai hoje a votação.
Em Portugal, como na maioria dos países europeus, diferentes suportes ainda conduzem à aplicação de diferentes impostos sobre os livros. A nível nacional, aos livros em papel é aplicada uma taxa de 6%, enquanto os ebooks chegam ao consumidor com uma taxa de 23%. Espanha é para já uma das raras exceções no espaço europeu. No país é aplicado um IVA de 4% aos livros eletrónicos desde o início do ano passado (...)

Sinceramente, fico sem perceber a justificação para os livros em papel terem actualmente uma taxa reduzida e os livros digitais serem taxados a 23%. Se o propósito de taxar a cultura à taxa reduzida é incentivar a população a consumir estes "bens", esta diferenciação não faz sentido.
Por outro lado, um ebook não é só mais barato para os editores (poupa-se em encadernação, impressão, distribuição, stock...), como o seu consumo é mais barato para o público (actualmente, a versão ebook já é mais barata do que a edição em papel). 
Com a mobilidade das pessoas e o crescente uso de dispositivos móveis, não fez sentido que o Estado apenas apoie o consumo da cultura dita tradicional.

Mas não nos podemos esquecer que estamos num país onde Coca-cola e Red Bull são taxados a 6%..

segunda-feira, setembro 05, 2011

Kindle Tablet

A guerra dos tablets parece ter chamado a atenção da Amazon que, segundo rumores, está prestes a lançar o seu Kindle em versão tablet já em Novembro deste ano.

Confesso que a curiosidade é muita, principalmente pelas especificações anunciadas: sistema Android 2.2, multi-touch de 7 polegadas (embora pareça que só com dois dedos e não com 10, como acontece com o iPad) e, o mais espectacular ainda, com um preço previsto de 250$.

Nunca peguei num Kindle, mas conheço quem tenha um e diga que, em termos de leitura de livros/revistas, não há melhor, muito por causa da qualidade do ecrã que impede reflexos e possui elevado contraste (um senão nos tablets que por aí andam). Agora, sempre me pareceu exagerado dar 150€/200€ por um aparelho que "apenas" serve o propósito de ler livros e pouco mais (relembro que a fantástica app para iOS "Instapaper" possui uma versão para Kindle). Agora, se a este preço juntarmos as funcionalidades de um sistema operativo mobile, no caso o Android, então temos concorrente de peso!

Ainda ontem estava a ler deitada e pus-me a pensar no desconfortável que pode ser ler nesta posição: se estivermos de barriga para cima os braços começam a ceder dado o peso do livro, sem falar que temos de o segurar com as duas mãos; se lermos de barriga para baixo começam a doer os ombros. Um ebook reader é perfeito para esta situação, sem mencionar o facto de ser bem mais leve do que um livro e, portanto, mais "portátil".

Durante os últimos meses andei a ponderar a compra do iPad (sempre a próxima versão, nunca a actual), mas sendo possuidora de um iPhone questionava-me se valia a pena o elevado investimento. É certo que o ecrã do iPhone começa a cansar ao fim de alguns minutos de leitura e não é propriamente prático para ler, com atenção e tempo, revistas, livros ou jornais. Acima de tudo, é um equipamento perfeito para o que foi desenhado: um smartphone que nos é muito útil para ler os feeds ao pequeno almoço, actualizar os nossos perfis enquanto vemos televisão, pesquisar informações na net quando estas nos fazem falta. Agora, não me pareceu que dar 700€ por um dispositivo como o iPad fosse realmente compensador, embora seja sempre tentador.

Resta-nos esperar por Novembro (talvez um pouco mais para a comercialização em Portugal) e confirmar estas informações, mas se a maioria estiver correcta, creio que vai ser a minha entrada definitiva nos tablets.

quinta-feira, janeiro 06, 2011

O poder de um nome (actualizado)

É uma das notícias do dia, o nascimento de uma nova agência de comunicação. O projecto de João Villalobos e Fernando Fonseca ganha, logo à partida, com o nome. Não sei se a ideia surgiu de um brainstorming conjunto ou se já conheciam a sua homónima americana, mas é um nome fantástico pelas conotações associadas: News Peak (ponto alto das notícias ou, forçando um pouco mais a tradução, primetime televisivo), New Speak (novo discurso) ou mesmo News Speak (discurso noticioso). Todas estas conotações se associam brilhantemente a uma agência de comunicação.
Mas não posso deixar de sorrir quando descubro um significado mais "obscuro": Newspeak é nada mais nada menos do que a língua inventada por George Orwell no seu aclamado livro 1984 (para mim, o livro que deu o mote aos programas Reality Shows). Esta língua foi criada pelo ditador e nela só constavam palavras dicotómicas, numa tentativa de eliminar todos os significados possíveis das palavras. Em momentos de desespero, não será um desejo inconsciente dos protagonistas, eliminar os significados das palavras de forma a tornar impossível a má interpretação do seu discurso? (Eu que o diga...)
Não deixa de ser engraçado ver uma agência de comunicação escolher um nome com tantos significados. Uns óbvios, outros nem por isso.

Actualização: Importa referir que George Orwell inventou essa língua em jeito de crítica pela decadência da língua inglesa. Segundo o Wikipédia, o autor lamentava a qualidade do Inglês da sua época, citando exemplos de metáforas vagas, dicção pretensiosa ou retórica e palavras sem sentido, o que contribuía para ideias difusas e a ausência de um raciocínio lógico.
Sobre o nome escolhido, o João Villalobos explicou no twitter que deriva mesmo do texto de Orwell.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Primeiras aquisições de 2011

Primeira visita do ano à FNAC e saí de lá com dois novos livros: O Mundo das Marcas e Socialnomics.
O primeiro adquiri por motivos profissionais e académicos e é uma excelente compilação da The Economist com 15 artigos de diferentes autores, onde destaco o Simon Anholt, conhecido autor de vários livros e artigos científicos na área do Marketing Territorial, um dos temas da minha tese de mestrado.
A aquisição do Socialnomics prende-se com o recente caso que envolveu a Ensitel e a Maria João Nogueira. No meio de toda esta história, muitos foram os bloggers que deram as suas considerações sobre o caso, mas, como tive oportunidade de dizer no blogue do Luís Freitas, "de todos os posts publicados sobre este assunto, de todos os tweets e mensagens em murais de facebook, este é o primeiro texto que, de facto, mostra uma solução para o problema". De facto, ao percorrer a web, fico com a ideia de que todos dominamos a social media quando se trata da gestão dos nossos perfis pessoais, mas que poucos sabem o que fazer quando se está a representar uma marca. Por isso, e apesar dos inúmeros artigos existentes na Internet, sentia falta de ler um manual e, pelas críticas que li por essa web fora, optei por este. Sugerem-me outros livros?

terça-feira, janeiro 26, 2010

Livros de Comunicação

Nos últimos meses tenho aumentado a biblioteca cá de casa com alguns livros sobre comunicação: relações públicas, marketing e publicidade. Evito e tenho alguma relutância em comprar livros cujo autor desconheço ou que nunca me tenham sido referenciados (quer directamente através de amigos, quer indirectamente com críticas nos media).

Aqui ficam as últimas aquisições:
Carrera, Filipe (2009) - "Marketing Digital na versão 2.0", Edições Sílabo.
Godin, Seth (2002) - "A vaca púrpura", Editorial Presença
Póvoas, Renato (2009) - "Relações Públicas sem croquete", Gestãoplus Edições
Rasquilha, Luís et al (2005) - "Gestão de Eventos", Quimera
Rasquilha, Luís (2009) - "Publicidade", Gestãoplus Edições

Até ao momento, apenas li o livro de Filipe Carrera e estou a meio da leitura do livro de Renato Póvoas.
"Marketing Digital na versão 2.0" é um bom livro/manual para quem se está a dar os primeiros passos na designada web 2.0. Além de fazer uma breve análise à evolução da web desde os seus primórdios até aos dias de hoje, dá dicas e exemplos de como as empresas podem e devem aproveitar as novas ferramentas de comunicação.

Já "Relações Públicas sem croquete" está a ser, para mim, um prazer de leitura. Desde os tempos da licenciatura que não lia livros directamente relacionados com as RP, em parte por ter iniciado o Mestrado e, desde então, a bibliografia passou a incluir autores mais ligados ao marketing e à gestão. Contudo, e desde que comecei a trabalhar na área da Comunicação, que o interesse sobre as RP e a necessidade de actualização permanente voltaram a direccionar a minha atenção para Relações Públicas. O livro de Renato Póvoas contribui para a desmistificação do papel do Relações Públicas e ajuda a perceber como se trabalha em RP nos dias de hoje.

Sem abordar directamente o tema da comunicação, comprei hoje o livro "Blink!" de Malcom Gladwell (2006). Referenciado não só na imprensa nacional e internacional, mas também com boas críticas de vários profissionais de comunicação, tornou-se numa compra obrigatória. Ainda tive hoje nas mãos o livro "A queda da Publicidade e a ascensão das Relações Públicas", de Al e Laura Ries, mas já estão tantos em lista de espera que esta compra vai ter de esperar um bocado.

E desse lado, que livros têm em cima da mesinha de cabeceira?

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Dois Mil e Oito

Pela primeira vez um início de ano em que posso afirmar com 100% de certeza de que vai ser um ano diferente... [enquanto as palavras não me saem recorro ao génio que "me escreve" um poema para cada estado de alma]
Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.

Fernando Pessoa

domingo, dezembro 03, 2006

Não sei quantas almas tenho

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

Fernando Pessoa