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segunda-feira, abril 30, 2012

Pepsi à reconquistas dos fãs da cultura pop

Incorporada na estratégia de rebranding, a Pepsi disponibiliza um agregador com as top stories da cultura pop a circular nas redes sociais:
The board is built on top of Pulse, the social media visualization platform that Pepsi launched last fall. Looking at the RSS feeds from across the Web, as well as the firehose of wants being shared through Twitter and bit.ly (with help from startup SocialFlow), Singh says the #NOW board presents the pop culture stories that are hottest in social media at any given moment, presented in easily-digestible form.
That all sounds fun, but what does that have to do with a food and beverage company? Well, the theme of the campaign is “Live for Now,” and it tries to reconnect the Pepsi brand with, as Singh puts it, “the heart of pop culture.” He argues that “the more deeply integrated” Pepsi is with broader pop culture trends, the better the company does.
Para ler mais, no TechCrunch

segunda-feira, abril 23, 2012

Simplesmente fã

Sabem aquelas perguntas que se fazem às celebridades nas entrevistas de revista sobre os seus gostos de filmes, música ou gastronomia?

Desde que me conheço como gente, se me perguntarem qual o filme da minha vida a resposta foi sempre a mesma ao longo destes 27 anos: Dirty Dancing. Quando o gravei em VHS passei meses a rever o filme sempre que podia até decorar as falas, treinava com a minha prima de Santo Tirso o salto da cena final (claro que uma versão alternativa) e ainda hoje sei a banda sonora de cor.

O filme é de 1987 e 25 anos depois continua a ter uma legião de fãs a manterem a memória do filme bem viva. Prova disso é a página do Facebook dedicada a Dirty Dancing.

Um simples post com uma fotografia e a respectiva citação de um momento memorável consegue rapidamente mais de 30 mil likes e centenas de comentários. Actualmente, mais de 13 milhões de pessoas em todo o mundo são fãs da página.



Relembro: o filme estreou há 25 anos, quando a própria internet estava ainda a dar os primeiros passos.
Quem gere e página não nos está a vender nada, não está a tentar aumentar a receita de bilheteira do filme ou o volume de vendas de merchandising. Não directamente, pelo menos.

A página existe pura e simplesmente para partilhar experiências, para nos relembrar dos momentos em que suspiramos pelos dotes físicos e de dança de Patrick Swayze ou em que sonhamos ter um amor de verão como o de Baby.



Community management, fan engagement, activação de marca é isto: envolver os nossos seguidores, fazê-los olhar para a nossa marca não como um produto, mas como parte integrante das suas vidas.

A propósito disto lembro-me de um exemplo dado nas aulas de comunicação empresarial: o Skip e o conceito "é bom sujar-se!". A professora Ana Beirão explicava o que aquilo significava para as mães: a preocupação com a roupa que os filhos tinham vestida no momento em que decidiam saltar em poças ou atirar-se para o chão. A oferta de valor do Skip não era a eficácia do detergente. Certamente não era muito melhor do que marcas concorrentes. O que o Skip dizia com aqueles spots publicitários era: "não se preocupe, nós preocupamo-nos por si".

Numa altura em que dominavam os anúncios com testes cegos ou comparações com o número de lavagens necessárias para tirar as nódoas, a marca Skip falava directamente para as mães e as suas preocupações com as lides domésticas.

Brand engagement, quer seja na publicidade tradicional ou nas redes sociais, é conseguir que os nossos clientes se identifiquem com a nossa marca, esquecendo-se, no processo, que estão a pagar por esse relacionamento.

sexta-feira, abril 20, 2012

Uma questão de língua

Quando se inicia um blog ou se abre uma conta numa rede social uma das primeiras dúvidas que se tem é: escrever em português ou em inglês?

Olhando para a lista de blogs que acompanho (nacionais e estrangeiros) vejo que a temática define muito esta escolha: se temos um blog político, não fará certamente sentido escrever em inglês, mas se abordamos temas globais, como tecnologia ou marketing, podemos ter a ambição de chegar a um público mais vasto.

Mas depois leio notícias como esta e relembro-me que o português não é uma língua qualquer e muito menos uma língua minoritária. Não sei se o ranking se mantém, mas aprendemos na escola que usamos a sexta língua mais falada em todo o mundo.

É verdade que escrever em inglês nos dá um cunho mais global e já dizia a Manuela Azevedo que "o inglês fica sempre bem e nunca atraiçoa ninguém".

Mas numa altura em que se continua a debater o acordo ortográfico e muitos do que são contra usam o argumento que "é a língua de Camões e Vasco da Gama e faz lá algum sentido nos subjugarmos aos colonizados", não deixa de ser caricato ver que, em certos aspectos, os brasileiros fazem mais pela visibilidade da nossa língua do que os próprios portugueses. E não me refiro somente ao óbvio - o número de habitantes do Brasil face aos de Portugal - mas também a estes pequenos pormenores: na escrita, mas também na música, por exemplo.

sexta-feira, abril 13, 2012

A importância de dar a cara

Já todos ouvimos dizer que nas redes sociais as marcas têm de ser humanizadas, o que significa deixar de lado o discurso publicitário e falarem com os seus públicos com uma linguagem próxima, personificada.

Muitas vezes isto passa pela assinatura dos posts. Um exemplo próximo: na página do facebook da Rádio Comercial, os jornalistas assinam as actualizações com os seus nomes. Outras vezes passa por podermos falar directamente com quem toma as decisões. Sabendo que há alguém importante do lado de lá e não apenas um intermediário transmite confiança e proximidade.

Um estudo da BrandFog vem comprovar isto mesmo:

According to a recent study by BrandFog, people want to see CEOs — not just a company's PR team — actively using Twitter, Facebook, or any form of social media.
The "2012 CEO, Social Media and Leadership Survey" — which asked hundreds of employees from Fortune 500s as well as mid-sized companies and start-ups about the impact of top executives using social media to communicate with employees and consumers — found that 82 percent of respondents were "more likely" or "much more likely" to trust a company whose CEO used social media.

terça-feira, abril 10, 2012

Fusões e aquisições 2.0

Depois da compra do Posterous pelo Twitter, é a vez do gigante Facebook adquirir o popular Instagram.
Para quem gosta de especular, podem-se juntar à conversa iniciada pelo jornal The Guardian:
Facebook's Mark Zuckerburg has announced that his company will acquire photo-sharing app Instagram for a whopping $1bn in cash and shares. Why did Facebook pay such a massive price? We're collecting insights and observations from industry observers, reporters and readers. Tweet us @GuardianUS, or toss in your thoughts in the comments below.
Numa altura em que as redes sociais crescem que nem cogumelos, a fusão das principais redes parece-me um passo natural. Temos é de esperar para ver se o utilizador sai beneficiado ou se se trata apenas de uma manobra de eliminar a concorrência.

segunda-feira, março 19, 2012

Ainda sobre os códigos QR

Tenho visto nas redes a utilização de códigos QR como foto de perfil e, percebendo o instinto inicial (eu própria incorporei um código QR na cover photo da página FB do blog), se analisarmos bem tal não faz muito sentido:

1. Para quem acede ao facebook/twitter através do desktop, faz mais sentido disponibilizar na página de informação os contactos para consulta imediata (duvido que haja muita gente a perder tempo a pegar no smartphone, abrir a aplicação, fazer scan ao código e só depois ter acesso a essa info);

2. Para quem acede via smartphone... Bem, a menos que tenha um segundo gadget à mão para fazer o scan, de pouco ou nada serve a disponibilização do código.

A única utilidade que consigo ver é dar ao utilizador a possibilidade de guardar de uma só vez todas as informações de contacto no smartphone (no caso de se tratar de um código com vCard). No entanto, e neste caso, acho preferível disponibilizar o QR code numa imagem secundária e não na foto de perfil, até porque a olho nu o código QR é impessoal, pelo menos os maioritariamente utilizados, o que não é o caso da Coca-cola que fez um bem criativo:

Código QR da Coca-cola, via: http://nazgulk.wordpress.com
Quando surge alguma novidade o instinto imediato é passar a usá-la e só depois analisar ao certo as funcionalidades e utilidade, mas fica aqui um exemplo de como é preferível inverter o processo.

Uma das grandes vantagens que vejo nesta tecnologia é a sua incorporação em catálogos físicos. Por exemplo, numa revista de arquitectura ou design, pode-se incorporar os contactos do arquitecto/designer (email, endereço url e outros) nas várias páginas da revista, de forma a quem estiver interessado poder imediatamente pesquisar mais informações sobre o seu trabalho.

Deixo-vos aqui alguns exemplos criativos na utilização destes códigos, via Mashable, Foxypropaganda e Awwwards.

Nota: é o primeiro artigo sobre códigos QR, mas já discuti este tema nas redes sociais, daí o titulo utilizado.

segunda-feira, março 12, 2012

Leituras da Semana: Amazon, Google e Twitter

A semana passada foi marcada por dois eventos, a apresentação do novo iPad e a SXSW, a conferência anual de música, filme e interactividade que decorreu em Austin (US). A par destes eventos, chamaram-me à atenção as seguintes notícias:

Amazon poderá vender eBooks fora da Kindle Store
O blog ebookfriendly noticia, com informações de PaidContent e The New York Times, que a Amazon planeia publicar uma série de pequenas biografias, chamadas "Amazon Lives", que não serão exclusivas para a Kindle Store, sendo o primeiro livro publicado em Junho de 2013.
Como bem salientam no ebookfriendly, as restantes ebookstores não suportam o formato de mobi (exclusivo do Kindle), o que pode significar duas coisas: que a distribuição desta colecção será feita em formato EPUB e, mais importante talvez, que o próprio ecossistema do Kindle passe, num futuro próximo, a suportar este formato mais universal.

Google passa a encriptar dados das pesquisas no Reino Unido
A Criptografia SSL de dados de pesquisa da Google já se mudou para Reino Unido e para outros sites internacionais, o que significa que informações como quais as palavras-chave de pesquisa deixarão de estar disponíveis para os gestores de websites. Como sabemos, estes dados são fundamentais para que os websmasters e gestores de SEO/SEM saibam qual o caminho que os cibernautas fazem até chegar ao seu website, permitindo optimizar as landing pages, conteúdos e outras características dos websites.

Android líder nas pesquisas e navegação
A plataforma Android não só domina a venda de smartphones como finalmente consegue ultrapassar o navegador do sistema iOS, Opera, na preferência dos utilizadores. Não podemos propriamente afirmar que esta notícia não seja esperada, dado que o sistema iOS apenas é vendido por um fabricante, enquanto que o Android se encontra disponível não só nos smartphones da Google, como de diversas outras marcas , como a HTC, Samsung ou LG.

Twitter com E-Commerce
Ainda não foi confirmado pelo twitter, mas de acordo com a informação avançada pela Ad Age o twitter planeia acrescentar novas experiências nas páginas para marcas, incluindo concursos, e-commerce e sorteios. É um passo certamente ambicionado pelas marcas uma vez que, comparado com outras plataformas como o Facebook, o Twitter pouco diferencia as páginas individuais das páginas corporativas. Confesso estar interessada em ver a evolução, tendo em conta que a maioria dos utilizadores acede ao twitter através de aplicações de terceiros, aplicações desktop como o tweetdeck ou aplicações para dispositivos móveis, pelo que espero ver o real impacto destas novidades.
Via: Ad Age

segunda-feira, março 05, 2012

leituras da semana: Facebook, iBookstore, Pinterest e outras

Ao longo da semana vou guardando no Instapaper os artigos que pretendo ler ou reler mais tarde, o que, normalmente, só acontece durante o fim de semana. Quando me apercebo tenho mais de 50 artigos por ler, sem contar com alguns que ficaram das semanas anteriores. Da semana que passou destaco as seguintes notícias e trends:

Facebook Timeline para páginas
aqui destaquei alguns artigos que analisam as recentes novidades no Facebook e apenas acrescento o post do Techcrunch que sintetiza bem as novidades mais importantes ao nível da Timeline para páginas.

Fragmentação nas livrarias digitais
O site mediabistro noticia que a Apple não venderá na iBookstore a edição ebook no novo livro de Seth Godin porque o mesmo inclui, na bibliografia, links para outras obras suas à venda na Amazon. O autor expressa o seu descontentamento com estes novos gatekeepers da cultura: "We’re heading to a world where there are just a handful of influential bookstores (Amazon, Apple, Nook…) and one by one, the principles of open access are disappearing."

Tráfego móvel
De acordo com o estudo da Chitika, noticiado pelo TNW, o tráfego online a partir de dispositivos móveis disparou 35% no último ano. Apesar deste crescimento, os computadores ainda são responsáveis por 89.45% de todo o tráfego na Internet. Importa ainda realçar que, no período das 8h às 10h da manhã, o tráfego móvel atinge uma quota de quase 20% de todo o tráfego web registado nesse período (quantos de nós não tomam o pequeno almoço ou o primeiro café da manhã a ler notícias no smartphone?).

Pinterest
É a rede social do momento e são vários os artigos que destacam as mais valias do Pinterest para a marcas e dicas de como aproveitar esta onda: The Marketers Guide to Pinterest11 ways to use Pinterest as a brandMeet Your Pinterest Customer.

Podem ver outros artigos que guardei no meu perfil no delicious.

quinta-feira, março 01, 2012

Facebook Marketing: 3 novidades a reter

Decorreu ontem, em Nova Iorque, a Facebook Marketing Conference, o primeiro evento especificamente direccionado a gestores de marketing e de páginas na famosa rede social. Apenas um dia depois, abundam na Internet artigos e posts sobre as novidades e, para os interessados, segue-se um resumo das novidades e respectivos links para obterem mais informações.

O blog Econsultancy analisa as novidades associadas à introdução da Timeline para páginas, destacando as regras para a cover photo: não pode conter informações de contacto, destaques promocionais nem as chamadas "call to action". O artigo analisa ainda as alterações que as aplicações de terceiros vão sofrer, a possibilidade de destacar semanalmente determinadas histórias e a introdução das "milestones", ou seja, factos históricos e de interesse relacionados com a marca que serão incluídos na cronologia.

Por sua vez, os blogs The Next Web e All Facebook destacam a apresentação das ofertas premium e da chegada da publicidade aos dispositivos móveis. Com as ofertas premium, as empresas passam a dispor de um meio fácil e gratuito de publicitar descontos e promoções especialmente direccionadas à sua comunidade no Facebook. No que diz respeito ao mobile, o feed de notícias no smartphone ou tablet passará a incluir histórias patrocinadas (seguindo o exemplo introduzido pelo twitter).

Com esta conferência, o Facebook pretende reforçar a sua posição no mercado da publicidade, ambicionando ser visto pelas marcas como um parceiro vital para as respectivas estratégias. Do lado do consumidor, é um pau de dois bicos: se por um lado por passar a beneficiar de descontos nas suas marcas favoritas, por outro a quantidade de publicidade a que passará a estar exposto aumenta consideravelmente. A opção para minimizar este efeito parece óbvia: usar o botão "like" com prudência e rigor e só pertencer a comunidades com as quais efectivamente nos identificamos.

Podem encontrar mais informações sobre as novidades no Facebook no Inc. e Econsultancy.

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Profissões para 2012

A Michael Page (empresa internacional de recrutamento de quadros) apresentou o Guia das Novas Funções, onde dá a conhecer as carreiras que vão dominar 2012. A notícia foi já avançada pelo jornal Público e pela revista HR Portugal e as funções promissoras vão desde o sector financeiro às TIC, passando pelas engenharias, recursos humanos ou, como não podia deixar de ser, marketing e negócios internacionais (já ontem referido aqui).

Das profissões referidas destaco aqui quatro, não só pela importância crescente que as empresas estão a dar a estas áreas, mas também por alguma perplexidade por só agora ascenderam ao estatuto de "must have":

Loyalty Program Manager (Retalho): Parece que tivemos de chegar a uma situação de crise profunda para as empresas se aperceberem de uma vez por todas que custa menos reter um cliente do que angariar novos. Apesar de ser um dos fundamentos mais referidos nas aulas de marketing, ainda continuamos a ver grandes empresas, principalmente no sector das telecomunicações, a oferecer tudo e mais alguma coisa a novos clientes e a raramente satisfazerem as necessidades dos actuais.

Gestor de Desenvolvimento de Negócios Internacionais (Comercial & Marketing): Não basta o mercado português ser pequeno, como se encontra estagnado devido à crise. As empresas que souberem adaptar os seus produtos e serviços aos mercados externos (o que nem sempre é fácil) terão certamente mais probabilidade de sobreviver a esta crise.

Marketing Online Manager (Comercial & Marketing): SEO, SEM, Analytics, e-Commerce não são termos novos e as práticas existentes no mercado já se encontram bem desenvolvidas. Mas pode-se dizer que sofreram uma remodelação com o crescente protagonismo das redes sociais e da social media. Se até há uns anos atrás marketing online referia-se basicamente ao site e loja online, hoje estas plataformas têm necessariamente de estar integradas com a página no Facebook, perfil no twitter ou endereço do blogue. Até já é possível vender directamente do Facebook através de aplicações desenhadas especificamente para a plataforma.

Community Manager (Comercial & Marketing): É a profissão da moda, que todos querem exercer, mas que apenas os mais capacitados e com atitude pró-activa saberão executar com bons resultados. Dez anos depois do aparecimento dos blogs, oito anos depois do desenvolvimento do Facebook e seis anos depois da criação do Twitter, as redes sociais parecem, finalmente, deixarem de ser vistas como uma brincadeira de criança e passam a ser aceites no mundo dos negócios.

E da vossa experiência, que outras profissões adicionariam?

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Facebook ao serviço da justiça inglesa

Foi relatado como o primeiro caso do género, mas suspeito que não será o único num futuro próximo:
Compreendendo a necessidade de medidas pouco convencionais em situações anormais, não posso deixar de colocar algumas questões, nomeadamente no que diz respeito à privacidade do arguido. Quantos de nós não têm sessões permanentemente abertas nas redes sociais, seja nos smartphones/tablets ou mesmo no computador, onde com um simples click qualquer pessoa pode aceder à nossa conta? Se estamos dispostos a essa quebra de privacidade quando o "perigo" é um update brincalhão de um amigo/familiar nosso, tenho sérias dúvidas se seremos tão permissíveis quando o risco é outra pessoa saber antes de nós que fomos notificados pelo tribunal.

Mais grave do que isto é saber que os nossos dados são tudo menos privados para empresas como o facebook. Depois de tanta polémica sobre a política de privacidade nas várias redes, queremos mesmo que assuntos tão sensíveis como problemas com a justiça sejam tratados por vias tão "sociais"?

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Likes, Likes e mais Likes

É uma praga! Até ao próximo dia 15 mais vale nem fazerem login no Facebook ou vão levar de hora a hora com pedidos de "like" ou "gosto", como preferirem, para alguém ganhar um prémio qualquer a propósito do dia dos Namorados.
Já todos sabemos (ou pelo menos quem trabalha na área deveria saber) que estes concursos vão contra as directrizes do Facebook no que respeita a concursos e promoções, mas para o caso de restarem dúvidas eu esclareço:

3. You must not use Facebook features or functionality as a promotion’s registration or entry mechanism. For example, the act of liking a Page or checking in to a Place cannot automatically register or enter a promotion participant.
5. You must not use Facebook features or functionality, such as the Like button, as a voting mechanism for a promotion.

Mas mesmo que não fossem, eu pergunto: onde pára a criatividade neste país? Será que a única forma de promoverem uma marca é copiando e replicando o que milhares já fizeram? É esse o vosso posicionamento, "somos mais um"?

Para alargar os horizontes dos criativos deste país deixo-vos alguns bons exemplos de iniciativas no facebook, aqui, aqui e aqui.

(Nota: tanto no Mashable como no Jeff Bullas Blog, ignorem os concursos que recorrem a likes... mesmo os "gurus" das redes sociais cometem erros ao mencionar estas acções como sendo melhores práticas)

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

A Internet em 60 segundos (parte 2)

segunda-feira, janeiro 30, 2012

A ditadura do consumidor

Tive conhecimento através do facebook da Estrela Serrano que a FNAC decidiu retirar a campanha que tem dado que falar nos últimos dias. Em causa, está uma campanha de troca de livros em que se lia num dos placards promocionais o mote “Troque os Maias pela Meyer”.

Só tive conhecimento da campanha pelo facebook e, achando de mau gosto ver da mesma frase Eça e Meyer, a minha reacção ficou por aí. No meu gosto por literatura, Eça está a anos luz de Meyer e nunca faria essa troca, mas a bem da verdade repudio livros, filmes e afins que toquem na nova vertente do tema vampiresco. Tirando isso, até considerei a campanha em si interessante. Se é verdade que os 5€ pouco mais dão para comprar do que livros de bolso, é também verdade que é uma excelente forma de arranjar espaço na estante para novos livros. É a vertente comercial do bookcrossing, mas com o mesmo intuito para o consumidor: encontrar novas obras para enriquecimento cultural.

Durante o fim de semana, comecei a ver no feed do facebook inúmeras partilhas de links, textos de blogs e comentários a criticar a campanha da FNAC, uma nova avalanche de indignação perante a acção de uma marca. Como não me considero guru de coisa alguma, deixo apenas a minha opinião sobre este caso, replicando os comentários que deixei no mural da Estrela Serrano:

"Infelizmente as redes são usadas para críticas menos sérias. Se é verdade que o caso Ensitel mais que mereceu a revolta nas redes uma vez que tinha contornos de limitação da liberdade de expressão, com tribunais à mistura, qualquer um de nós sabe que no caso da FNAC o intuito foi somente utilizar a semelhança fonética dos autores/títulos, numa campanha que beneficiava consumidor e a AMI. De qualquer forma, as redes sociais também funcionam um pouco como a "ditadura" do consumidor perante a marca e o melhor que a FNAC tinha a fazer era cortar o mal pela raiz e fazer um comunicado, tal como o fez. (...)"

"A FNAC tirou partido de uma semelhança fonética e da popularidade da saga dos vampiros para vender, disso não há dúvidas, mas continuo a achar que se extrapolou em demasia o significado desta campanha. Em última análise, não compete à FNAC classificar um autor como clássico ou popular ou como sendo mais ou menos digno da atenção do leitor. A FNAC é um distribuidor e quer vender e se dá mais ou menos destaque a um autor é porque (1) é paga pela editora para isso e (2) porque tem projecção de maior venda/lucros e isso é ditado pelo consumidor. Usar esta campanha para dizer que a FNAC procurou denegrir a cultura portuguesa face a uma leitura mais popular é, na minha opinião, exagerado."

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Mobile Year in Review 2011

Chegamos a esta altura do ano e multiplicam-se as edições do "ano em revista". A que mostro de seguida tem a ver com uma das principais tendências dos últimos anos que se afirmou definitivamente em 2010-2011: a mobilidade dos suportes tecnológicos, nomeadamente smartphones, tablets, kindles e muitos outros gadgets, mas também e não menos importante, a virtualização dos serviços e da interacção social.

Seguem-se alguns dados que marcaram então 2011:

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Peter Rabbit Steps

Não sei se já alguém comentou isto, mas só vi hoje e desatei às gargalhadas.
Nos últimos meses tenho visto algumas páginas do facebook com a opção de tradução para inglês das actualizações de mural.

Ao visitar hoje a página de Pedro Passos Coelho (depois de ter lido esta notícia) reparei que tal funcionalidade estava implementada na página do Primeiro Ministro e imaginem a gargalhada que dei ao ver a assinatura do post:


Caro Primeiro Ministro, muito obrigado por este momento de descontracção e divertimento!

(PS: alguém sabe como se implementa esta funcionalidade? Já pesquisei e não encontro a solução. É evidente que qualquer serviço de tradução automática tem as suas falhas, mas é uma funcionalidade útil. Se souberem como incorporar isto numa página do facebook, agradeço que partilhem nos comentários.)

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Fidelização para totós!

Antes de mais, desculpem a insistência no tema, mas deparo-me com situações que não posso deixar de comentar.
Como já disse aqui e aqui, faz-me imensa confusão o diferencial de investimento e atenção a novos clientes vs clientes actuais. Já não bastava isto e agora vemos iniciativas em que as marcas "cobram" aos clientes a satisfação dos desejos destes.

Desta vez não vou referir nomes porque se trata de uma empresa nova, local e não é meu intuito prejudicar a boa reputação que a marca está a ter neste início de actividade. Mas como cliente regular não fiquei muito contente com o recente update na página do facebook e passo a citar:

"Podemos pensar em abrir uma excepção para este Domingo... :) abrir no Domingo e fechar na Segunda... E se puséssemos um desafio aos nosso fans: se atingirmos os 4000 fans estamos abertos esta semana abrimos Domingo em vez de Segunda?"

Ou seja, em vez de implementar uma medida que agradaria aos seus clientes (para considerarem esta hipótese, acredito que tenham tido solicitações nesse sentido), condicionam essa acção com o trabalho de RP e promoção que os fãs deverão fazer à marca. Mais: não basta nos pedirem para trabalharmos para eles, como ainda esperam resultados quantitativos (neste momento faltam-lhes 400 fãs para os 4000).

Deixo ainda uma pergunta: acham mesmo que os novos 400 fãs vão ser os que vão aparecer no Domingo se estiverem abertos? Fico ainda mais espantada quando há previsão de chuva e no café em questão não caberem mais de 15 pessoas sentadas à mesa.

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Jornalistas já podem "twittar" ao vivo nos tribunais ingleses

Uma boa notícia:  Através de uma Orientação Prática, o Lord Chief Justice (uma espécie de Procurador-Geral da República) autoriza que os jornalistas (e apenas estes, devidamente credenciados) possam "twittar" em directo dos tribunais ingleses, sem necessidade de autorização prévia. 

Algumas limitações mantêm-se, como a interdição de fotografar, filmar ou gravar áudio. Por outro lado, os restantes membros do público presente continuam a necessitar de autorização prévia específica para o mesmo fim.

Podem ler o resto da notícia aqui.

segunda-feira, dezembro 12, 2011

A miopia das redes sociais

Não é um tema novo e já foi alvo de inúmeros posts. Já em 2009 vi uma apresentação de Seth Godin em que o autor desvalorizava os números associados a uma presença online, quer se tratassem de visitas a um site, número de seguidores no twitter, visualizações de vídeos no youtube ou likes no facebook. A ideia que retenho até hoje é esta: "Measuring hits to your website, it doesn't translate. What translate is: Are their people out there I’d go out of my way for, and would they go out of their way for me? That's what you need to keep track of. And the way you get there is by going out of your way for them and by earning the privilege of one day have that connection being worthwhile."

Num recente texto, Seth Godin vai mais além e fala mesmo de ruído nas redes: "...we're told to make that number go up. Increase the number of fans, friends and followers, so your shouts will be heard. The problem of course is that more noise is not better noise." E acrescenta outro conceito, já conhecido na área do marketing e defendido pelo author: tribos ou, se preferirem, nichos de mercado: "you're wasting your time when you could be building a tribe instead, could be earning permission, could be creating a channel where your voice is actually welcomed."

No entanto, e apesar de repetidas até à exaustão, estas ideias parecem não terem ainda entrado na mente de muitos profissionais. Quem já não recebeu convites no facebook para gostar de páginas ou ir a eventos que não nos dizem absolutamente nada? Ou deparou-se com páginas no facebook com milhares de likes e praticamente nenhuma interacção? O que mais me espanta nesta rede é a quantidade de páginas que se limitam a ser um repositório de feeds de um blogue, sem nada mais a acrescentar e, no entanto, são seguidas por centenas e milhares de fãs.

Compreendo que no momento de lançamento se enviem convites em massa. Afinal, se ninguém souber que existe, não há público e, sejamos sinceros, desconfia-se sempre de uma página com 12 fãs ou de um usuário no twitter com 5 seguidores. Mas depois do momento de lançamento, depois de alguma promoção, acredito que seja mais proveitoso, tal como defende Godin, a trabalhar e investir num nicho do qual se retira proveito (vendas, word of mouth ou simplesmente troca de ideias) do que focar a nossa atenção em números fantasmas. Com bem afirma Seth Godin: "Leadership (even idea leadership) scares many people, because it requires you to own your words, to do work that matters. The alternative is to be a junk dealer."

quarta-feira, novembro 23, 2011

Fazer negócios no Facebook

Poucas dúvidas existem hoje em dia sobre as potencialidades das redes sociais para impulsionar um negócio, principalmente se trabalhamos por conta própria. Contudo, o principal desafio continua a ser o mesmo: saber como usar as redes para fomentar negócios.

Pelo menos no caso dos fotógrafos profissionais, o fotógrafo de casamento Craig Finlay parece ter encontrado a resposta: publicar algumas fotografias na sua página, identificar os noivos nas mesmas e esperar que a rede trate do resto.

Como? Simples: ao identificar os noivos nas fotografias, estas começaram a aparecer nos respectivos murais e, consequentemente, no stream dos convidados. Sempre que um convidado se identificava a si próprio na fotografia, o processo repetia-se e uma única fotografia passava a aparecer em centenas de murais e streams no Facebook.

Com um simples tag, cada convidado presente no casamento estava a promover os serviços fotográficos de Craig Finlay, uma vez que cada fotografia continha a marca de água do fotógrafo.

Esta acção de marketing teve ainda um bónus: como num casamento a média de idades coincide com as dos noivos (tradicionalmente, na faixa etária dos 20 aos 30 anos), a maioria dos convidados pertence ao segmento de mercado que um fotógrafo de casamentos pretende alcançar: noivos ou futuramente noivos.

Como se vê, uma boa estratégia de marketing nem sempre implica grande investimento financeiro, mas criatividade e ideias é fundamental.

Podem ler a história completa aqui.