Não é um tema novo e já foi alvo de inúmeros posts. Já em 2009 vi uma apresentação de Seth Godin em que o autor desvalorizava os números associados a uma presença online, quer se tratassem de visitas a um site, número de seguidores no twitter, visualizações de vídeos no youtube ou likes no facebook. A ideia que retenho até hoje é esta: "Measuring hits to your website, it doesn't translate. What translate is: Are their people out there I’d go out of my way for, and would they go out of their way for me? That's what you need to keep track of. And the way you get there is by going out of your way for them and by earning the privilege of one day have that connection being worthwhile."
Num recente texto, Seth Godin vai mais além e fala mesmo de ruído nas redes: "...we're told to make that number go up. Increase the number of fans, friends and followers, so your shouts will be heard. The problem of course is that more noise is not better noise." E acrescenta outro conceito, já conhecido na área do marketing e defendido pelo author: tribos ou, se preferirem, nichos de mercado: "you're wasting your time when you could be building a tribe instead, could be earning permission, could be creating a channel where your voice is actually welcomed."
No entanto, e apesar de repetidas até à exaustão, estas ideias parecem não terem ainda entrado na mente de muitos profissionais. Quem já não recebeu convites no facebook para gostar de páginas ou ir a eventos que não nos dizem absolutamente nada? Ou deparou-se com páginas no facebook com milhares de likes e praticamente nenhuma interacção? O que mais me espanta nesta rede é a quantidade de páginas que se limitam a ser um repositório de feeds de um blogue, sem nada mais a acrescentar e, no entanto, são seguidas por centenas e milhares de fãs.
Compreendo que no momento de lançamento se enviem convites em massa. Afinal, se ninguém souber que existe, não há público e, sejamos sinceros, desconfia-se sempre de uma página com 12 fãs ou de um usuário no twitter com 5 seguidores. Mas depois do momento de lançamento, depois de alguma promoção, acredito que seja mais proveitoso, tal como defende Godin, a trabalhar e investir num nicho do qual se retira proveito (vendas, word of mouth ou simplesmente troca de ideias) do que focar a nossa atenção em números fantasmas. Com bem afirma Seth Godin: "Leadership (even idea leadership) scares many people, because it requires you to own your words, to do work that matters. The alternative is to be a junk dealer."






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