A falta de iluminação natalícia nas cidades portuguesas é das coisas mais tristes que já vi. Já não basta as pessoas andarem desanimadas, terem menos dinheiro para poderem mimar quem mais gostam e agora nem sequer lhes concedem a alegria de passear na baixa e sentirem, pelo menos, o lado imaterial do Natal?
O que me irrita mais é a hipocrisia dos nossos políticos, que justificam o corte nas iluminações com a crise e depois vemos desperdício em todo o lado, sendo o mais óbvio os grandes carrões com matriculas recentes que os presidentes de câmara e seu staff conduzem, sem falar nos ordenados absurdos de presidentes de fundações e outros organismos que poucos percebemos para o que servem.
| Avenida Central, Braga |
Ninguém está a pedir "a maior árvore de Natal do Mundo", nem iluminações em todas as artérias da cidade, mas pelo menos nas ruas principais da baixa e centro histórico, onde habitualmente fazemos as compras. Fomentar o espírito natalício é uma aposta económica e não um desperdício: vai-se mais vezes ao centro da cidade do que aos caóticos centros comerciais, bebe-se mais um chocolate quente, comem-se umas castanhas e acabamos por poupar porque conseguimos sempre encontrar pequenas lojas com artigos artesanais e a bom preço.
Aceito que esta despesa não deva ser apenas suportada pelo município e que os comerciantes, que são os primeiros beneficiários, devem também contribuir. Neste campo, mais do que o pequeno comerciante que poucos recursos terá, cabe às Associações Comerciais locais a investirem um pouco no sector que estão a defender (ouvi nas notícias que algumas já o estão a fazer).
Já há dois anos que moro em Braga e, tirando as compras de última hora e aquelas que só consigo mesmo fazer nos centros comerciais, não troco por nada uma tarde de sábado na Rua do Souto ou na Avenida Central. Já quando morava no Porto adorava a confusão em Santa Catarina, Galerias de Paris ou nos Clérigos. Soube este ano que o Rui Rio cortou nas iluminações (vou-me rir se quando chegar o Ano Novo voltar a competir com Vila Nova de Gaia para ver quem consegue o fogo de artificio mais caro e longo da história) por isso devo fazer as compras todas por Braga e cortar na minha habitual visita à Invicta.
Nota: As Câmaras não apostam nas iluminações (felizmente, não é o caso de Braga) e depois deparamo-nos com estas iniciativas populares que, sendo de louvar o seu esforço para iluminar a cidade, têm um gosto que deixa a desejar :-) Seguem alguns exemplos:
Nota: As Câmaras não apostam nas iluminações (felizmente, não é o caso de Braga) e depois deparamo-nos com estas iniciativas populares que, sendo de louvar o seu esforço para iluminar a cidade, têm um gosto que deixa a desejar :-) Seguem alguns exemplos:
| S. Victor, Braga |
| S. Vicente, Braga |






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