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segunda-feira, abril 30, 2012

Pepsi à reconquistas dos fãs da cultura pop

Incorporada na estratégia de rebranding, a Pepsi disponibiliza um agregador com as top stories da cultura pop a circular nas redes sociais:
The board is built on top of Pulse, the social media visualization platform that Pepsi launched last fall. Looking at the RSS feeds from across the Web, as well as the firehose of wants being shared through Twitter and bit.ly (with help from startup SocialFlow), Singh says the #NOW board presents the pop culture stories that are hottest in social media at any given moment, presented in easily-digestible form.
That all sounds fun, but what does that have to do with a food and beverage company? Well, the theme of the campaign is “Live for Now,” and it tries to reconnect the Pepsi brand with, as Singh puts it, “the heart of pop culture.” He argues that “the more deeply integrated” Pepsi is with broader pop culture trends, the better the company does.
Para ler mais, no TechCrunch

segunda-feira, abril 23, 2012

Simplesmente fã

Sabem aquelas perguntas que se fazem às celebridades nas entrevistas de revista sobre os seus gostos de filmes, música ou gastronomia?

Desde que me conheço como gente, se me perguntarem qual o filme da minha vida a resposta foi sempre a mesma ao longo destes 27 anos: Dirty Dancing. Quando o gravei em VHS passei meses a rever o filme sempre que podia até decorar as falas, treinava com a minha prima de Santo Tirso o salto da cena final (claro que uma versão alternativa) e ainda hoje sei a banda sonora de cor.

O filme é de 1987 e 25 anos depois continua a ter uma legião de fãs a manterem a memória do filme bem viva. Prova disso é a página do Facebook dedicada a Dirty Dancing.

Um simples post com uma fotografia e a respectiva citação de um momento memorável consegue rapidamente mais de 30 mil likes e centenas de comentários. Actualmente, mais de 13 milhões de pessoas em todo o mundo são fãs da página.



Relembro: o filme estreou há 25 anos, quando a própria internet estava ainda a dar os primeiros passos.
Quem gere e página não nos está a vender nada, não está a tentar aumentar a receita de bilheteira do filme ou o volume de vendas de merchandising. Não directamente, pelo menos.

A página existe pura e simplesmente para partilhar experiências, para nos relembrar dos momentos em que suspiramos pelos dotes físicos e de dança de Patrick Swayze ou em que sonhamos ter um amor de verão como o de Baby.



Community management, fan engagement, activação de marca é isto: envolver os nossos seguidores, fazê-los olhar para a nossa marca não como um produto, mas como parte integrante das suas vidas.

A propósito disto lembro-me de um exemplo dado nas aulas de comunicação empresarial: o Skip e o conceito "é bom sujar-se!". A professora Ana Beirão explicava o que aquilo significava para as mães: a preocupação com a roupa que os filhos tinham vestida no momento em que decidiam saltar em poças ou atirar-se para o chão. A oferta de valor do Skip não era a eficácia do detergente. Certamente não era muito melhor do que marcas concorrentes. O que o Skip dizia com aqueles spots publicitários era: "não se preocupe, nós preocupamo-nos por si".

Numa altura em que dominavam os anúncios com testes cegos ou comparações com o número de lavagens necessárias para tirar as nódoas, a marca Skip falava directamente para as mães e as suas preocupações com as lides domésticas.

Brand engagement, quer seja na publicidade tradicional ou nas redes sociais, é conseguir que os nossos clientes se identifiquem com a nossa marca, esquecendo-se, no processo, que estão a pagar por esse relacionamento.

sexta-feira, abril 20, 2012

Uma questão de língua

Quando se inicia um blog ou se abre uma conta numa rede social uma das primeiras dúvidas que se tem é: escrever em português ou em inglês?

Olhando para a lista de blogs que acompanho (nacionais e estrangeiros) vejo que a temática define muito esta escolha: se temos um blog político, não fará certamente sentido escrever em inglês, mas se abordamos temas globais, como tecnologia ou marketing, podemos ter a ambição de chegar a um público mais vasto.

Mas depois leio notícias como esta e relembro-me que o português não é uma língua qualquer e muito menos uma língua minoritária. Não sei se o ranking se mantém, mas aprendemos na escola que usamos a sexta língua mais falada em todo o mundo.

É verdade que escrever em inglês nos dá um cunho mais global e já dizia a Manuela Azevedo que "o inglês fica sempre bem e nunca atraiçoa ninguém".

Mas numa altura em que se continua a debater o acordo ortográfico e muitos do que são contra usam o argumento que "é a língua de Camões e Vasco da Gama e faz lá algum sentido nos subjugarmos aos colonizados", não deixa de ser caricato ver que, em certos aspectos, os brasileiros fazem mais pela visibilidade da nossa língua do que os próprios portugueses. E não me refiro somente ao óbvio - o número de habitantes do Brasil face aos de Portugal - mas também a estes pequenos pormenores: na escrita, mas também na música, por exemplo.

sexta-feira, abril 13, 2012

A importância de dar a cara

Já todos ouvimos dizer que nas redes sociais as marcas têm de ser humanizadas, o que significa deixar de lado o discurso publicitário e falarem com os seus públicos com uma linguagem próxima, personificada.

Muitas vezes isto passa pela assinatura dos posts. Um exemplo próximo: na página do facebook da Rádio Comercial, os jornalistas assinam as actualizações com os seus nomes. Outras vezes passa por podermos falar directamente com quem toma as decisões. Sabendo que há alguém importante do lado de lá e não apenas um intermediário transmite confiança e proximidade.

Um estudo da BrandFog vem comprovar isto mesmo:

According to a recent study by BrandFog, people want to see CEOs — not just a company's PR team — actively using Twitter, Facebook, or any form of social media.
The "2012 CEO, Social Media and Leadership Survey" — which asked hundreds of employees from Fortune 500s as well as mid-sized companies and start-ups about the impact of top executives using social media to communicate with employees and consumers — found that 82 percent of respondents were "more likely" or "much more likely" to trust a company whose CEO used social media.

terça-feira, abril 03, 2012

A competência chave para o sucesso

Não é uma palavra com boa associação. Quando pensamos em vender pensamos em objectivos comerciais, em pressão de metas, em vendedores de porta a porta.

Mas o site Inc apresenta um bom argumento quando diz que saber vender é a chave do sucesso:

But if you think of “selling” as explaining the logic and benefits of a decision, then everyone—business owner or not—needs sales skills: To convince others an idea makes sense, to show bosses or investors how a project or business will generate a return, to help employees understand the benefits of a new process, etc.
In essence, sales skills are communication skills. Communication skills are critical in any business or career—and you’ll learn more about communication by working in sales than you will anywhere else.


Podem ler o resto do artigo aqui: The One Skill You Need to Succeed

quarta-feira, março 28, 2012

Até a Google sabe que a comunicação 1.0 continua a ser importante

As Google matures, it spends more on traditional advertising
As the world's leading search engine, it may not have problems getting consumers to turn to google.com when they need to find something online, but in an effort to promote its non-search offerings to the masses, Google has been increasingly turning to advertising mediums it once shunned, such as television, magazines and newspapers.


sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Estágios Remunerados no Reino Unido

Gostariam de fazer um estágio no Reino Unido, mas não sabem por onde começar a procura? Rui Zamith e Nuno Dhiren, dois portugueses a residir no Reino Unido, gostariam de ajudar e, para isso, criaram em 2010 o website Internwise através do qual divulgam oportunidades de estágio e emprego em terras de Sua Majestade.

As ofertas listadas direccionam-se a diferentes profissionais desde designers, fotógrafos, programadores ou marketers. Curiosamente, (e digo curiosamente por ser a minha área) a homepage do website está repleta de oportunidades para comunicadores.

Aproveitem as oportunidades enquanto as há!

Mais info:

domingo, fevereiro 05, 2012

Qual o impacto dos anúncios milionários do Super Bowl?

É já nesta madrugada de Domingo para Segunda que são revelados os comerciais mais caros do ano, uma pechincha de 3,5 milhões de dólares por 30 segundos.

A pergunta que todos os gestores querem ver respondida é: valerá a pena o investimento? Os milhões de visualizações, em directo e posteriormente no YouTube, têm impacto? Em termos de notoriedade certamente terão, mas e em vendas? O buzz em torno da marca resume-se aos dias/semanas posteriores ao Super Bowl ou alastra-se por todo o ano?

O blog Business Insider dá a resposta relativa aos spots mais memoráveis de 2011: o da VW e o seu miúdo que procura dominar a "força", o da Chrysler com a intrínseca ligação à cidade de Detroit e, não menos memorável embora pelas piores razoes, o da Groupon e o seu desastre de PR com a gaffe do Tibete.

Em termos de retorno financeiro, a WV foi a destacada campeã e vai repetir a fórmula mágica novamente este ano. Quanto à Chrysler, o seu spot contribuiu mais para o crescimento da cidade de Detroit, mas as vendas do modelo publicitado ficaram aquém das expectativas. Contudo, fica a questão (não respondida pelo artigo), de qual o impacto global na empresa, fruto do posicionamento que marcou com o spot.
Quanto à Groupon, os resultados foram bem imediatos e bastante visíveis, com consequências na reputação da empresa.

Podem conferir os dados aqui.

sábado, fevereiro 04, 2012

P&G com forte aposta no marketing digital

O blog Web Strategist dá conta da mudança de investimento da multinacional Procter & Gamble, nomeadamente na diminuição do budget em publicidade "tradicional" e aumento no marketing digital. O CEO da empresa assume o reforço da estratégia digital no momento em que são anunciados 1600 layoffs.

“In the digital space, with things like Facebook and Google and others, we find that return on investment of the advertising when properly designed, when the big idea is there, can be much more efficient” - Bob McDonald, Chairman-CEO, P&G

Há uma velha máxima no sector do marketing e comunicação que diz "em momento de crise, a primeira área a sofrer cortes é a da comunicação". Com a maturidade do Social Media Marketing e a crescente especialização de profissinais em áreas como commumity mananger ou digital marketing, começa-se a ver que esta velha máxima continua a fazer sentido, mas numa nova perspectiva: continuarão os cortes em campanhas megalómanas de publicidade para dar lugar ao investimento estratégico em social media e marketing digital que não só apresenta (à partida) custos mais moderados como permitem analytics e resposta em tempo real.

segunda-feira, janeiro 30, 2012

A ditadura do consumidor

Tive conhecimento através do facebook da Estrela Serrano que a FNAC decidiu retirar a campanha que tem dado que falar nos últimos dias. Em causa, está uma campanha de troca de livros em que se lia num dos placards promocionais o mote “Troque os Maias pela Meyer”.

Só tive conhecimento da campanha pelo facebook e, achando de mau gosto ver da mesma frase Eça e Meyer, a minha reacção ficou por aí. No meu gosto por literatura, Eça está a anos luz de Meyer e nunca faria essa troca, mas a bem da verdade repudio livros, filmes e afins que toquem na nova vertente do tema vampiresco. Tirando isso, até considerei a campanha em si interessante. Se é verdade que os 5€ pouco mais dão para comprar do que livros de bolso, é também verdade que é uma excelente forma de arranjar espaço na estante para novos livros. É a vertente comercial do bookcrossing, mas com o mesmo intuito para o consumidor: encontrar novas obras para enriquecimento cultural.

Durante o fim de semana, comecei a ver no feed do facebook inúmeras partilhas de links, textos de blogs e comentários a criticar a campanha da FNAC, uma nova avalanche de indignação perante a acção de uma marca. Como não me considero guru de coisa alguma, deixo apenas a minha opinião sobre este caso, replicando os comentários que deixei no mural da Estrela Serrano:

"Infelizmente as redes são usadas para críticas menos sérias. Se é verdade que o caso Ensitel mais que mereceu a revolta nas redes uma vez que tinha contornos de limitação da liberdade de expressão, com tribunais à mistura, qualquer um de nós sabe que no caso da FNAC o intuito foi somente utilizar a semelhança fonética dos autores/títulos, numa campanha que beneficiava consumidor e a AMI. De qualquer forma, as redes sociais também funcionam um pouco como a "ditadura" do consumidor perante a marca e o melhor que a FNAC tinha a fazer era cortar o mal pela raiz e fazer um comunicado, tal como o fez. (...)"

"A FNAC tirou partido de uma semelhança fonética e da popularidade da saga dos vampiros para vender, disso não há dúvidas, mas continuo a achar que se extrapolou em demasia o significado desta campanha. Em última análise, não compete à FNAC classificar um autor como clássico ou popular ou como sendo mais ou menos digno da atenção do leitor. A FNAC é um distribuidor e quer vender e se dá mais ou menos destaque a um autor é porque (1) é paga pela editora para isso e (2) porque tem projecção de maior venda/lucros e isso é ditado pelo consumidor. Usar esta campanha para dizer que a FNAC procurou denegrir a cultura portuguesa face a uma leitura mais popular é, na minha opinião, exagerado."

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Mintam!

Carlos Coelho, fundador da Ivity Brand Corp, tem sido uma das presenças regulares nos eventos de marketing que ocorrem pelo país. Para muitos, o seu sucesso como orador advém das histórias que conta sobre o processo de remodelação de marcas como o Multibanco, Telecel/Vodafone, Yorn, Galp Energia, RTP, Tv Cabo, CTT Correios ou a TAP Portugal. Pessoalmente, assisti a duas conferências dele, mas o que destaco não é tanto as suas capacidades enquanto profissional, mas sim as de empreendedor.

Costumamos ouvir que quando se tem dinheiro e se é reconhecido muito mais facilmente se abrem portas e oportunidades de negócio, que facilmente nos conseguimos sentar à mesa com possíveis parceiros e fazê-los ouvir com maior interesse o que temos a propor. Mas e quando somos um simples "John Doe"? Como fazer para despertar o interesse de uma empresa, como sobressair numa entrevista de emprego, como fazer com que um investidor aposte no nosso projecto? A resposta que Carlos Coelho transmitiu numa dessas conferências foi: mintam!

A ideia que Carlos Coelho procurou transmitir não foi obviamente incentivar o engodo e a aldrabice, mas sim mostrar que se acreditamos realmente em nós, enquanto profissionais ou no nosso projecto, temos inevitavelmente que mentir. Há duas coisas que fazem um recrutador ou investidor apostar em alguém: ou temos um Curriculum que fala por si, com anos de experiência e referências ou temos de provar com as nossas palavras o que valemos. E sejamos sinceros, só precisamos realmente de cair nas boas graças dos outros quando somos principiantes e temos poucas provas dadas. Se o Belmiro de Azevedo ou o próprio Carlos Coelho necessitar de um parceiro para um projecto, basta simplesmente o dizerem para aparecerem interessados. Por isso, Carlos Coelho disse que nos primeiros anos da sua carreira teve de mentir. Teve de assegurar e afirmar a pés juntos que era expert na área, que dominava o assunto, que era possível o que ele propunha. Sem "ses", sem "talvez", sem "tenho de ver". Obviamente que esta atitude tinha um senão: se dizia que sabia, que dominava, que era possível, depois tinha de o provar.

Um antigo chefe do Abílio costumava dizer "Primeiro cria o problema, só depois pensa em como o resolver". Ao fim de algumas entrevistas de emprego e contactos profissionais comecei a compreender as palavras de Carlos Coelho e do chefe do Abílio. Se vamos para uma entrevista de emprego e formos honestos, se dissermos por exemplo que percebemos de Social Media Marketing, mas que não temos exactamente grande experiência profissional na área, o entrevistador fica de pé atrás. Se dissermos que temos um projecto fenomenal, com futuro, mas que depende de muitos "ses", o investidor vai ficar de pé atrás. E isso é mais de meio caminho andado para não sermos seleccionados, para não termos o financiamento.

Por isso, a mensagem é: mintam! Depois só têm de cumprir, nem que isso signifique horas de estudo, pesquisa e treino para cumprirem com o que prometeram.

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Centro de Braga revitalizado com empreendedores

Numa iniciativa entre a Câmara Municipal de Braga (CMB) e o Gabinete de Apoio ao Empreendedor da Associação Académica da Universidade do Minho (Liftoff), foi lançado o projecto "Encaixa-te" que vai permitir a dez empreendedores da região instalarem as suas empresas no coração da cidade. A CMB cede, a título gratuito, lojas no casco medieval da cidade, cabendo ao Liftoff a selecção dos projectos a apoiar.

Fotografia: CEJ 2012
Esta medida faz parte do programa da Capital Europeia da Juventude (CEJ 2012) e é de louvar por dois motivos principais: o apoio directo a jovens empreendedores num dos aspectos mais críticos no momento de constituírem as suas empresas (o arrendamento de espaço), como também a revitalização do centro histórico de Braga, através da cedência de lojas desocupadas para a instalação de projectos criativos.

Pelo menos em termos de iniciativas para os jovens e apoio à cultura, 2012 é um ano que promete. Se Guimarães marcou a passagem de ano com um memorável espectáculo multimédia, Braga começa também da melhor forma, com esta excelente notícia que não poderia ser mais adequada a um ano que se avizinha complicado em termos de emprego.

Relembro apenas o importante trabalho que o Liftoff tem feito na sua missão de apoio e fomento do empreendedorismo, não só com a aposta em formação e workshops, como também no apoio directo a empreendedores que pretendem desenvolver os seus planos de negócio.

terça-feira, dezembro 27, 2011

Se o orçamento é curto, apostem nas Relações Públicas

Este é o conselho de Caroline Limpert publicado recentemente na revista Inc.

"As a start-up, I have a single line item on my marketing budget: PR. Surprised? Here's a little insight into my madness."

A autora aponta três motivos principais: as RP constroem marcas, criam rápida notoriedade e já não se resumem somente aos media tradicionais (imprensa, rádio e tv), incluindo actualmente todas as potencialidades da Internet (blogues, redes sociais, vídeo, etc.)

Para ler, aqui.

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Os Spin Doctors não são de hoje [comics]

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Fidelização para totós!

Antes de mais, desculpem a insistência no tema, mas deparo-me com situações que não posso deixar de comentar.
Como já disse aqui e aqui, faz-me imensa confusão o diferencial de investimento e atenção a novos clientes vs clientes actuais. Já não bastava isto e agora vemos iniciativas em que as marcas "cobram" aos clientes a satisfação dos desejos destes.

Desta vez não vou referir nomes porque se trata de uma empresa nova, local e não é meu intuito prejudicar a boa reputação que a marca está a ter neste início de actividade. Mas como cliente regular não fiquei muito contente com o recente update na página do facebook e passo a citar:

"Podemos pensar em abrir uma excepção para este Domingo... :) abrir no Domingo e fechar na Segunda... E se puséssemos um desafio aos nosso fans: se atingirmos os 4000 fans estamos abertos esta semana abrimos Domingo em vez de Segunda?"

Ou seja, em vez de implementar uma medida que agradaria aos seus clientes (para considerarem esta hipótese, acredito que tenham tido solicitações nesse sentido), condicionam essa acção com o trabalho de RP e promoção que os fãs deverão fazer à marca. Mais: não basta nos pedirem para trabalharmos para eles, como ainda esperam resultados quantitativos (neste momento faltam-lhes 400 fãs para os 4000).

Deixo ainda uma pergunta: acham mesmo que os novos 400 fãs vão ser os que vão aparecer no Domingo se estiverem abertos? Fico ainda mais espantada quando há previsão de chuva e no café em questão não caberem mais de 15 pessoas sentadas à mesa.

terça-feira, dezembro 13, 2011

Assim se fidelizam clientes (Super Bock strikes back)

Na semana passada escrevi um texto sobre a falta de engagement de algumas marcas portuguesas e portuenses, nomeadamente Optimus e Super Bock. Nesse texto, salientei que, apesar de terem maioritariamente clientes no Norte, estas marcas apostam em grandes eventos e acções de marketing dirigidas ao público da Grande Lisboa.

Escrevi o texto na perspectiva profissional/académica, mas a sequela da história foi protagonizada por um cliente fiel da marca de cerveja, orgulhosamente bairrista e defensor dos interesses do Norte. Lendo o texto, velhos sentimentos foram acordados e o ímpeto de agir foi tal que enviou um email à Super Bock a expor a sua indignação com a desconsideração da marca para com os seus fieis clientes.

1.º Round: A Super Bock, como gigante cervejeiro que é, não ignorou o email e enviou a resposta-tipo, algo do género "Caro cliente, agradecemos a sua mensagem que será devidamente analisada...".

2.º Round: O cliente, se já estava indignado, conseguem imaginar a reacção a esta resposta. Mas, ao contrário dos 99% de consumidores comuns, a reacção não se ficou por pontapés no ar e lançamento de palavras menos próprias. Não, este fiel e activo cliente enviou novo email ainda mais revoltado a dizer algo como: "Resposta automática não! Demorem 3 meses a responder, mas resposta automática é que não!".

3.º Round (convém esclarecer que esta troca de emails e posterior resposta que vou de seguida mencionar ocorreram num espaço de poucas horas): Novo email da Super Bock? Não. A Direcção de Apoio ao Cliente retribui com uma chamada (sim, chamada telefónica) a dizer, muito cordialmente e pacificadora, que não foi resposta automática "Fui mesmo eu que escrevi" e que o email tinha sido reencaminhado para a Direcção de Marketing porque, de facto, continha propostas interessantes e que, mal tivessem uma resposta, o cliente seria prontamente contactado.

Duas palavras: Knock down.

Do ponto de vista deste cliente, a Super Bock pode nunca mais organizar um evento no Porto e até mudar a sede para Lisboa que ele não beberá outra cerveja. Digo-vos, com toda a certeza, que esta resposta imediata, personalizada, pessoal! teve mais resultados na fidelização deste cliente do que qualquer publicidade, brinde oferecido ou patrocínio de evento. Custo? Provavelmente nenhum, que a marca deve ter um plano de minutos considerável.

A chamada até pode ter sido feita pela estagiária do call center da Super Bock. Não importa. A importância que a marca deu a este cliente, a atenção que prestou às suas mágoas fidelizou-o para a vida e, escusado será dizer, que a história foi pessoalmente transmitida a todos os familiares e amigos com que se cruzou nesse dia.

Ao longo dos anos fui acredidando cada vez mais nesta ideia: consumidores = massificação / clientes = personalização. As mensagens publicitárias massificadas continuam a ter o menor custo por contacto e são necessárias numa estratégia de marketing e comunicação, principalmente na conquista de novos clientes, mas ouvir o cliente e tratá-lo como uma pessoa e não somente como um número continua a ser uma das acções mais bem conseguidas.

Um consumidor (futuro cliente da marca) ou um cliente não fidelizado não se dá ao trabalho de enviar um email, nem tão pouco fica tão indignado com as acções desenvolvidas pelas marcas. Comenta com os amigos no café, até pode escrever na página do facebook, mas fica por aí. Mas enviar um email pessoal, com os contactos pessoais, é outro campeonato. Um cliente fiel, que promove a marca como sendo "a melhor do mundo" tem de ser mimado (termo que ouvi no Upload Lisboa e que faz tão sentido) e nesse vale a pena investir.

segunda-feira, dezembro 12, 2011

A miopia das redes sociais

Não é um tema novo e já foi alvo de inúmeros posts. Já em 2009 vi uma apresentação de Seth Godin em que o autor desvalorizava os números associados a uma presença online, quer se tratassem de visitas a um site, número de seguidores no twitter, visualizações de vídeos no youtube ou likes no facebook. A ideia que retenho até hoje é esta: "Measuring hits to your website, it doesn't translate. What translate is: Are their people out there I’d go out of my way for, and would they go out of their way for me? That's what you need to keep track of. And the way you get there is by going out of your way for them and by earning the privilege of one day have that connection being worthwhile."

Num recente texto, Seth Godin vai mais além e fala mesmo de ruído nas redes: "...we're told to make that number go up. Increase the number of fans, friends and followers, so your shouts will be heard. The problem of course is that more noise is not better noise." E acrescenta outro conceito, já conhecido na área do marketing e defendido pelo author: tribos ou, se preferirem, nichos de mercado: "you're wasting your time when you could be building a tribe instead, could be earning permission, could be creating a channel where your voice is actually welcomed."

No entanto, e apesar de repetidas até à exaustão, estas ideias parecem não terem ainda entrado na mente de muitos profissionais. Quem já não recebeu convites no facebook para gostar de páginas ou ir a eventos que não nos dizem absolutamente nada? Ou deparou-se com páginas no facebook com milhares de likes e praticamente nenhuma interacção? O que mais me espanta nesta rede é a quantidade de páginas que se limitam a ser um repositório de feeds de um blogue, sem nada mais a acrescentar e, no entanto, são seguidas por centenas e milhares de fãs.

Compreendo que no momento de lançamento se enviem convites em massa. Afinal, se ninguém souber que existe, não há público e, sejamos sinceros, desconfia-se sempre de uma página com 12 fãs ou de um usuário no twitter com 5 seguidores. Mas depois do momento de lançamento, depois de alguma promoção, acredito que seja mais proveitoso, tal como defende Godin, a trabalhar e investir num nicho do qual se retira proveito (vendas, word of mouth ou simplesmente troca de ideias) do que focar a nossa atenção em números fantasmas. Com bem afirma Seth Godin: "Leadership (even idea leadership) scares many people, because it requires you to own your words, to do work that matters. The alternative is to be a junk dealer."

sexta-feira, dezembro 09, 2011

De Braga, com orgulho.


Não podia deixar de (re)partilhar esta imagem, originalmente publicada pelo Fernado Moreira de Sá e, posteriormente, pelo Nuno Gouveia.

Os bracarenses (e não só) podem usar este desenho comprando uma das t-shirts oficiais Braga 2012: Capital Europeia da Juventude.

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Timing para envio de newsletters

Recebi ontem no email esta newsletter de "Guimarães 2012: Capital Europeia da Cultura (GCEC)". O evento que estão a promover até me suscitou interesse, trata-se da "recriação do conto épico de Homero no qual Juliette Prillard e a companhia “La Fabrique des Arts d’à Côté” usam máscaras trágicas, marionetas, teatros de gestos e de imagens para narrar as aventuras de Ulisses".

O problema é quando olho para a data do evento: 9 e 10 de Dezembro. Mas está tudo doido? Em pleno mês de Dezembro, altura de jantares de Natal de empresas, amigos, família e afins enviam uma newsletter ao dia 6 para um evento que vai acontecer 3 dias depois?

Percebo porque despediram a Presidente do Conselho de Administração da Fundação Cidade de Guimarães que recebia qualquer coisa como 14 mil euros (sim, 14 mil euros...), mas parece que a organização ainda padece de alguns males.

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[Actualização]

Dou a mão à palmatória e confesso que quando vi ontem a newsletter pensei como consumidora e não como profissional. De facto, a newsletter enviada ontem, dia 6 de Dezembro, não foi a única a comunicar este evento, embora tenha sido a edição especial, ou seja, dedicada exclusivamente a este espectáculo.
Assim, as outras newsletters que divulgaram o evento foram enviadas a 18 de Outubro e a 30 de Novembro. Depois da adenda, uma nota: assinei a newsletter de GCEC desde o número 1, mas como recebo algumas dezenas de newsletters por semana, confesso que apenas vejo com atenção a notícia em destaque e olho de relance, quando olho, para as notícias secundárias. Por isso não reparei na promoção do espectáculo nas duas edições referidas, por ter sido comunicado sempre como notícia secundária. Acredito que teria tido outro impacto se dessem o destaque numa edição anterior como fizeram, por exemplo, na edição de 30 de Novembro em que a noticia principal é de um evento a 14 de Dezembro (posterior à recriação da Odisseia de Ulisses). De qualquer forma, erro meu de só confirmar a informação depois de escrever o texto.

terça-feira, dezembro 06, 2011

A Optimus, a Super Bock e o Norte

Confesso que me custa a perceber as estratégias de algumas marcas. Muito mais me custa a entender a diferença abismal de estratégias para novos clientes versus clientes actuais.

A Optimus é uma marca do Norte. E não digo isto por pertencer a um grupo com sede no Norte, mas em termos de mercado a maior fatia de receitas da marca provém de clientes a Norte. Não vos sei precisar número exactos, mas tenho familiares que trabalham e já trabalharam na empresa e me forneceram este insight (não fosse a Sonae/Sonaecom um dos maiores empregadores da região). Certamente nem precisaria destes contactos, se me der ao trabalho de pesquisar deve haver algures na Internet esta informação. Só para terem uma ideia, a loja da Optimus do Norteshopping (um dos, se não o Shopping da Sonae mais lucrativo do país) é que apresenta o maior volume de facturação de todas as lojas Optimus em Portugal.

No entanto, ano após ano, vemos iniciativas como esta e não posso deixar de sentir que a marca, tal como outras, ignora completamente o seu público-alvo e, pior, os seus actuais clientes. Ainda para mais, este ano recebemos a triste notícia que não haverá iluminações natalícias na cidade Invicta e penso: mas que grande oportunidade para uma acção de marketing! Mas não, optam por Lisboa, onde a concorrência é líder, e esquecem-se de quem lhes dá o lucro.

Mas não é a única. Aliás, há uma iniciativa que Optimus e Super Bock (outra marca do Norte com maior quota de mercado a Norte) partilham: festivais de Verão a Sul. À Super Bock ainda dou um desconto: durante alguns anos teve as duas edições - Porto e Lisboa - e se deixou a primeira é porque certamente dava prejuízo (o que também é contestável, dado que o cartaz de Lisboa tinha, normalmente, as bandas/artistas que chamavam mais público, sem falar que esse evento surgiu numa altura em que ainda não se vivia em Portugal a febre dos festivais de Verão). Por outro lado, a marca compensa porque, nas suas comunicações, a Super Bock vai mimando os clientes, filmando os seus comerciais em lugares emblemáticos da Invicta, colocando cartazes alusivos ao clube da terra ou a eventos locais.

No caso da Optimus não é assim. Apostam em eventos no Sul, fazem anúncios publicitários no Sul, iluminam a noite lisboeta. A excepção (acusem-me se me estiver a falhar a memória) é o Optimus Clubbing que, ao contrário da edição nortenha do "Super Bock Super Rock", é um sucesso e costumava esgotar os bilhetes com alguma antecedência. Será que o público nortenho não gosta de rock/pop? Não somos bons "clientes musicais" para eventos como o "Optimus Alive"? Ou simplesmente não somos clientes lucrativos? Não sei, mas numa época em que o "engagement" é uma das palavras fortes do sector, custa-me ver que as marcas ainda consideram que custa menos conquistar novos clientes do que manter os actuais.