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terça-feira, abril 03, 2012

A competência chave para o sucesso

Não é uma palavra com boa associação. Quando pensamos em vender pensamos em objectivos comerciais, em pressão de metas, em vendedores de porta a porta.

Mas o site Inc apresenta um bom argumento quando diz que saber vender é a chave do sucesso:

But if you think of “selling” as explaining the logic and benefits of a decision, then everyone—business owner or not—needs sales skills: To convince others an idea makes sense, to show bosses or investors how a project or business will generate a return, to help employees understand the benefits of a new process, etc.
In essence, sales skills are communication skills. Communication skills are critical in any business or career—and you’ll learn more about communication by working in sales than you will anywhere else.


Podem ler o resto do artigo aqui: The One Skill You Need to Succeed

An Offer You Can't Refuse

A célebre frase de Vito Corleone dá o mote a um interessante artigo publicado em "Fast Company" sobre como tirar lições de liderança do filme "O Padrinho".

Para ler: An Offer You Can't Refuse: Leadership Lessons From "The Godfather".

quinta-feira, março 08, 2012

A singularidade de Seth Godin

É um dos meus autores favoritos, não pelos livros (o primeiro que comprei, A Cor Púrpura, ainda aguarda na prateleira), mas pelos textos que escreve no seu blog.

Seth Godin não se assume como guru ou expert no que quer que seja e isso nota-se pela ausência de títulos como "As 10 coisas que..." ou "O que não deve fazer...". Raramente se encontram nos seus textos keywords estratégicas ou hiperligações a posts anteriores. 

De todos os autores de renome no sector do marketing, Seth Godin é provavelmente o que apresenta o blog com layout mais simples onde o texto é, de facto, o ingrediente principal. E ao invés de dar directrizes de como devemos fazer isto ou aquilo, Godin "limita-se" a chamar a nossa atenção para pormenores, relacionados com a actividade, mas também com situações do dia a dia que nos influenciam enquanto profissionais.

Por isso achei saboroso um dos seus recentes textos sobre a excessiva atenção que os autores e produtores de conteúdos dão às técnicas de Search Engine Optimization em detrimento da qualidade do conteúdo. Referindo-se a um texto de outro autor "12 Things that will kill your blog post every time" Seth Godin contradiz as directrizes com um simples argumento: 
I'm not writing to maximize my SEO or conversion or even my readership. I'm writing to do justice to the things I notice, to the ideas in my head and to the people who choose to read my work.
Olhando para a blogosfera do marketing/comunicação vejo que temos dois tipos de autores distintos: os que escrevem para ensinar e os que escrevem para nos por a pensar. Analisando em pormenor a blogosfera portuguesa, fico contente por constatar que a maioria dos autores se enquadra na segunda categoria.

PS: não quero com isto dizer que os autores de "How to..." sejam menos válidos, pelo contrário, apenas saliento a importância de podermos contar com os dois tipos e o excesso de autores anglo-saxónicos no primeiro.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Mintam!

Carlos Coelho, fundador da Ivity Brand Corp, tem sido uma das presenças regulares nos eventos de marketing que ocorrem pelo país. Para muitos, o seu sucesso como orador advém das histórias que conta sobre o processo de remodelação de marcas como o Multibanco, Telecel/Vodafone, Yorn, Galp Energia, RTP, Tv Cabo, CTT Correios ou a TAP Portugal. Pessoalmente, assisti a duas conferências dele, mas o que destaco não é tanto as suas capacidades enquanto profissional, mas sim as de empreendedor.

Costumamos ouvir que quando se tem dinheiro e se é reconhecido muito mais facilmente se abrem portas e oportunidades de negócio, que facilmente nos conseguimos sentar à mesa com possíveis parceiros e fazê-los ouvir com maior interesse o que temos a propor. Mas e quando somos um simples "John Doe"? Como fazer para despertar o interesse de uma empresa, como sobressair numa entrevista de emprego, como fazer com que um investidor aposte no nosso projecto? A resposta que Carlos Coelho transmitiu numa dessas conferências foi: mintam!

A ideia que Carlos Coelho procurou transmitir não foi obviamente incentivar o engodo e a aldrabice, mas sim mostrar que se acreditamos realmente em nós, enquanto profissionais ou no nosso projecto, temos inevitavelmente que mentir. Há duas coisas que fazem um recrutador ou investidor apostar em alguém: ou temos um Curriculum que fala por si, com anos de experiência e referências ou temos de provar com as nossas palavras o que valemos. E sejamos sinceros, só precisamos realmente de cair nas boas graças dos outros quando somos principiantes e temos poucas provas dadas. Se o Belmiro de Azevedo ou o próprio Carlos Coelho necessitar de um parceiro para um projecto, basta simplesmente o dizerem para aparecerem interessados. Por isso, Carlos Coelho disse que nos primeiros anos da sua carreira teve de mentir. Teve de assegurar e afirmar a pés juntos que era expert na área, que dominava o assunto, que era possível o que ele propunha. Sem "ses", sem "talvez", sem "tenho de ver". Obviamente que esta atitude tinha um senão: se dizia que sabia, que dominava, que era possível, depois tinha de o provar.

Um antigo chefe do Abílio costumava dizer "Primeiro cria o problema, só depois pensa em como o resolver". Ao fim de algumas entrevistas de emprego e contactos profissionais comecei a compreender as palavras de Carlos Coelho e do chefe do Abílio. Se vamos para uma entrevista de emprego e formos honestos, se dissermos por exemplo que percebemos de Social Media Marketing, mas que não temos exactamente grande experiência profissional na área, o entrevistador fica de pé atrás. Se dissermos que temos um projecto fenomenal, com futuro, mas que depende de muitos "ses", o investidor vai ficar de pé atrás. E isso é mais de meio caminho andado para não sermos seleccionados, para não termos o financiamento.

Por isso, a mensagem é: mintam! Depois só têm de cumprir, nem que isso signifique horas de estudo, pesquisa e treino para cumprirem com o que prometeram.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Da série "vídeos inspiradores"... #2

terça-feira, dezembro 27, 2011

Separar o trigo do joio

O blog da Harvard Business Review há muito que é um dos obrigatórios nas minhas leituras diárias, com importantes artigos sobre gestão. Hoje publicam a lista dos artigos mais lidos em 2011 e as escolhas do editor e ainda bem que o fizeram, porque com a quantidade de feeds, com o trabalho, tarefas diárias e tempo para família e amigos é difícil estar a par de toda a informação.

Confesso que ainda não analisei com detalhe a selecção, mas desde já destaco dois artigos que nos ajudam a saber distinguir o que é distracção do que é realmente necessário: Five Things You Should Stop Doing in 2012 é um artigo que deriva de um segundo, publicado já em 2009, Two Lists You Should Look at Every Morning.

De uma forma resumida, estes artigos encorajam-nos a identificar claramente quais das tarefas e rotinas que realizamos diariamente são efectivamente produtivas: quais as que acrescentam valor, quais as que nos fazem distrair do objectivo principal, quais as que têm de ser feitas agora e quais as que podem e devem ser deixadas para depois.

Focam igualmente outro ponto importante, realçado no início deste post: Num mundo globalizado e interligado pela Web, onde se produz informação e conteúdos a cada milésimo de segundo, temos de admitir e, mais importante, interiorizar que é impossível estarmos a par de tudo. E, mais importante ainda, agir em conformidade. Isso significa cancelar a subscrição de revistas e jornais, eliminar blogs dos feeds, deixar de fazer refresh no email, facebook ou twitter a cada cinco minutos. Se não o fizermos, caímos no risco de passar o dia a ler o que outro escreveram e terminarmos o dia sem termos produzido efectivamente nada. Corremos ainda outro risco: perder informação realmente importante porque estava misturada com o resto da confusão.

"Never before has it been so important to say "No." No, I'm not going to read that article. No, I'm not going to read that email. No, I'm not going to take that phone call. No, I'm not going to sit through that meeting (...) The world is changing fast and if we don't stay focused on the road ahead, resisting the distractions that, while tempting, are, well, distracting, then we increase the chances of a crash."

sexta-feira, dezembro 23, 2011

Inspiração para 2012

Há semanas que este vídeo anda a circular nas redes, principalmente no Facebook, mas só hoje reservei 30 minutos para o ver e digo-vos: esta talk no TEDxYouthBraga devia ser obrigatória no primeiro dia de faculdade e no primeiro dia de trabalho.

O Miguel Gonçalves traduz-nos, com a sua garra e pronúncia do Norte, o que ainda não conseguimos perceber no mercado do trabalho: nos dias de hoje, onde existem cada vez mais desempregados altamente qualificados, um Curriculum Vitae (no seu modelo tradicional) é spam para as empresas.

Os desempregados e recém licenciados têm de olhar para si próprios como um produto a vender aos empresários e, para tal, têm de usar técnicas de venda e promoção segmentadas, direccionadas, personalizadas às empresas com as quais querem colaborar.

São trinta minutos de talk e acreditem que a força, motivação e inspiração transmitidas pelo Miguel Gonçalves vos vão agarrar e dar vontade de arregaçar as mangas desde o primeiro minuto.




Podem saber mais sobre o Miguel e os seus projectos aqui e aqui.

sexta-feira, dezembro 09, 2011

As escolhas de "The Economist"

Se andam à procura de ideias para prendas de Natal e dar livros é uma opção, a revista The Economist ajuda na escolha, publicando num recente artigo a lista dos melhores livros do ano (para eles, claro), em diversas categorias desde Política, Biografia, Economia e Negócios, História, Ciência e Tecnologia, Cultura e Viagens, Ficção e Poesia.

"The best books of 2011 were about China, Congo, Afghanistan, Charles Dickens, Vincent van Gogh, the "Flora Delanica", Jerusalem, Mumbai’s dance bars, quantum physics, sugar, orgasms, blue nights, two moons and other people’s money".

Para ler, aqui.

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Workspaces e produtividade

Na semana passada falava-vos aqui sobre formas de motivar colaboradores sem recorrer ao incentivo financeiro. Desta vez, falo-vos de outro tema intrinsecamente relacionado: produtividade e a influência que o design e organização de um espaço de trabalho tem nesta variável das organizações.

A notícia é avançada por Business Insider, com base em dados divulgado pelo British Council for Offices: sabiam que a qualidade do espaço de trabalho conta para quase 1/4 da satisfação total dos funcionários? Mais: um espaço de trabalho confortável pode reduzir o absentismo em 15% e aumenta a produtividade até 20%.

Mais uma vez, produtividade é uma das palavras da moda e se quiserem saber como a aumentar recorrendo a pequenas modificações nos escritórios basta clicarem neste link.

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Viagens fotográficas

Aproveitando as paisagens de Inverno e os dias de descanso que se avizinham, vou procurar dar mais uso à Nikon, fotografando novos lugares que há muito quero visitar.

No ano passado fiquei com "água no bico" com esta fotografia do Nuno Dantas:

Wild horses

Para minha surpresa, não teria de ir para nenhum lugar exótico e selvagem a horas de distância, uma vez que o Nuno apenas teve de ir até Gave, Serra da Peneda, bem pertinho aqui de Braga.

Numa recente troca de tweets com outros fotógrafos apontei outros lugares a visitar, cada um com o nome mais apelativo: Corno de Bico, Lamas de Mouro, Pego do Inferno e Pulo do Lobo.

Às vezes ficamos com a ideia que temos de nos meter num avião e percorrer centenas de km para conseguir imagens como a do Nuno e esquecemo-nos que, apesar de pequeno, o nosso país possui algumas das paisagens mais bonitas que podemos encontrar.

E vocês, que outros "spots" recomendam?

terça-feira, novembro 29, 2011

Motivação nem sempre passa pelo dinheiro

É a palavra do dia/semana/mês: Produtividade. É por causa dela que vamos trabalhar mais meia hora por dia e perder alguns feriados. É por causa dela que muitos comerciais (e não só) são despedidos. É também por causa dela que muitas empresas passam do lucro para o prejuízo.

Todos os gestores pensam em produtividade, mas poucos pensam na palavra que a antecede: motivação. De certeza que os estudiosos em sociologia das organizações nos podem facultar diversas variáveis que justificam as alterações na produtividade, mas não duvido que uma das principais (se não a principal) é a motivação. É impossível ser-se produtivo estando-se desmotivado. E, na maior parte das vezes, patrões e funcionários consideram que um dos principais condutores da motivação é a compensação monetária, quer seja o prémio ao final do trimestre, a perspectiva de progressão na carreira ou o aumento do ordenado no final do ano. Não podia estar em maior desacordo. Não me interpretem mal. A compensação financeira é um grande incentivo, mas a pressão de trabalhar por objectivos comerciais pode também significar maior stress, desgaste psicológico e, em última instância, menor motivação.

Então, de que formas se pode aumentar a motivação dos colaboradores, sem ser pela via financeira. Em tempos de crise, vale a pena ler as sugestões publicadas em www.inc.com. Em jeito de síntese, deixo-vos aqui alguns tópicos:

- Sejam generosos com elogios;
- Façam as suas ideias deles;
- Façam de todos um líder;
- Dar reconhecimento e recompensas de pequeno valor;
- Organizar festas empresariais;
- Compartilhar as recompensas.

Acredito que uma das formas de motivação mais simples e menos utilizadas seja mesmo a primeira. O que vos leva a melhorar a qualidade do trabalho? Uma crítica feroz ou um elogio quando menos se espera? Normalmente, queremos fazer melhor quando vemos que o nosso trabalho é reconhecido e valorizado.

Podem analisar os vários motivos apresentados aqui.

quinta-feira, novembro 24, 2011

A to-do list de Leonardo Da Vinci

Antes da existência de telemóveis, portáteis, agendas electrónicas e outros gadgets, já existiam as "to-do list" e nem um dos maiores cérebros que a humanidade já conheceu dispensava estes auxiliares de memória.

Robert Krulwich e o ilustrador Wendy MacNaughton produziram para a NPR a ilustração que se segue, com base em informações encontradas num novo livro "Da Vinci's Ghost: Genius, Obsession, and How Leonardo Created the World in His Own Image" de Toby Lester. Segundo a autor, Leonardo Da Vinci costumava viajar com um pequeno caderno pendurado na cintura, e "sempre que algo chamava a sua atenção", ele fazia uma nota, ou começar a "desenhar furiosamente."



Para Krulwich, esta lista é o exemplo do que o cérebro pode fazer quando vagueia livremente: "Quando precisamos de trabalhar, esforçamo-nos por nos concentrar. Esta abordagem também pode inibir a imaginação. Às vezes, é importante considerar informações irrelevantes, para olharmos com atenção para todas as associações escondidas nos locais mais recônditos do cérebro".

Para saber mais, basta clicar nos links anteriores ou aqui, aqui e aqui.