quinta-feira, março 08, 2012

A singularidade de Seth Godin

É um dos meus autores favoritos, não pelos livros (o primeiro que comprei, A Cor Púrpura, ainda aguarda na prateleira), mas pelos textos que escreve no seu blog.

Seth Godin não se assume como guru ou expert no que quer que seja e isso nota-se pela ausência de títulos como "As 10 coisas que..." ou "O que não deve fazer...". Raramente se encontram nos seus textos keywords estratégicas ou hiperligações a posts anteriores. 

De todos os autores de renome no sector do marketing, Seth Godin é provavelmente o que apresenta o blog com layout mais simples onde o texto é, de facto, o ingrediente principal. E ao invés de dar directrizes de como devemos fazer isto ou aquilo, Godin "limita-se" a chamar a nossa atenção para pormenores, relacionados com a actividade, mas também com situações do dia a dia que nos influenciam enquanto profissionais.

Por isso achei saboroso um dos seus recentes textos sobre a excessiva atenção que os autores e produtores de conteúdos dão às técnicas de Search Engine Optimization em detrimento da qualidade do conteúdo. Referindo-se a um texto de outro autor "12 Things that will kill your blog post every time" Seth Godin contradiz as directrizes com um simples argumento: 
I'm not writing to maximize my SEO or conversion or even my readership. I'm writing to do justice to the things I notice, to the ideas in my head and to the people who choose to read my work.
Olhando para a blogosfera do marketing/comunicação vejo que temos dois tipos de autores distintos: os que escrevem para ensinar e os que escrevem para nos por a pensar. Analisando em pormenor a blogosfera portuguesa, fico contente por constatar que a maioria dos autores se enquadra na segunda categoria.

PS: não quero com isto dizer que os autores de "How to..." sejam menos válidos, pelo contrário, apenas saliento a importância de podermos contar com os dois tipos e o excesso de autores anglo-saxónicos no primeiro.

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