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sexta-feira, abril 13, 2012

A importância de dar a cara

Já todos ouvimos dizer que nas redes sociais as marcas têm de ser humanizadas, o que significa deixar de lado o discurso publicitário e falarem com os seus públicos com uma linguagem próxima, personificada.

Muitas vezes isto passa pela assinatura dos posts. Um exemplo próximo: na página do facebook da Rádio Comercial, os jornalistas assinam as actualizações com os seus nomes. Outras vezes passa por podermos falar directamente com quem toma as decisões. Sabendo que há alguém importante do lado de lá e não apenas um intermediário transmite confiança e proximidade.

Um estudo da BrandFog vem comprovar isto mesmo:

According to a recent study by BrandFog, people want to see CEOs — not just a company's PR team — actively using Twitter, Facebook, or any form of social media.
The "2012 CEO, Social Media and Leadership Survey" — which asked hundreds of employees from Fortune 500s as well as mid-sized companies and start-ups about the impact of top executives using social media to communicate with employees and consumers — found that 82 percent of respondents were "more likely" or "much more likely" to trust a company whose CEO used social media.

segunda-feira, março 05, 2012

leituras da semana: Facebook, iBookstore, Pinterest e outras

Ao longo da semana vou guardando no Instapaper os artigos que pretendo ler ou reler mais tarde, o que, normalmente, só acontece durante o fim de semana. Quando me apercebo tenho mais de 50 artigos por ler, sem contar com alguns que ficaram das semanas anteriores. Da semana que passou destaco as seguintes notícias e trends:

Facebook Timeline para páginas
aqui destaquei alguns artigos que analisam as recentes novidades no Facebook e apenas acrescento o post do Techcrunch que sintetiza bem as novidades mais importantes ao nível da Timeline para páginas.

Fragmentação nas livrarias digitais
O site mediabistro noticia que a Apple não venderá na iBookstore a edição ebook no novo livro de Seth Godin porque o mesmo inclui, na bibliografia, links para outras obras suas à venda na Amazon. O autor expressa o seu descontentamento com estes novos gatekeepers da cultura: "We’re heading to a world where there are just a handful of influential bookstores (Amazon, Apple, Nook…) and one by one, the principles of open access are disappearing."

Tráfego móvel
De acordo com o estudo da Chitika, noticiado pelo TNW, o tráfego online a partir de dispositivos móveis disparou 35% no último ano. Apesar deste crescimento, os computadores ainda são responsáveis por 89.45% de todo o tráfego na Internet. Importa ainda realçar que, no período das 8h às 10h da manhã, o tráfego móvel atinge uma quota de quase 20% de todo o tráfego web registado nesse período (quantos de nós não tomam o pequeno almoço ou o primeiro café da manhã a ler notícias no smartphone?).

Pinterest
É a rede social do momento e são vários os artigos que destacam as mais valias do Pinterest para a marcas e dicas de como aproveitar esta onda: The Marketers Guide to Pinterest11 ways to use Pinterest as a brandMeet Your Pinterest Customer.

Podem ver outros artigos que guardei no meu perfil no delicious.

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Profissões para 2012

A Michael Page (empresa internacional de recrutamento de quadros) apresentou o Guia das Novas Funções, onde dá a conhecer as carreiras que vão dominar 2012. A notícia foi já avançada pelo jornal Público e pela revista HR Portugal e as funções promissoras vão desde o sector financeiro às TIC, passando pelas engenharias, recursos humanos ou, como não podia deixar de ser, marketing e negócios internacionais (já ontem referido aqui).

Das profissões referidas destaco aqui quatro, não só pela importância crescente que as empresas estão a dar a estas áreas, mas também por alguma perplexidade por só agora ascenderam ao estatuto de "must have":

Loyalty Program Manager (Retalho): Parece que tivemos de chegar a uma situação de crise profunda para as empresas se aperceberem de uma vez por todas que custa menos reter um cliente do que angariar novos. Apesar de ser um dos fundamentos mais referidos nas aulas de marketing, ainda continuamos a ver grandes empresas, principalmente no sector das telecomunicações, a oferecer tudo e mais alguma coisa a novos clientes e a raramente satisfazerem as necessidades dos actuais.

Gestor de Desenvolvimento de Negócios Internacionais (Comercial & Marketing): Não basta o mercado português ser pequeno, como se encontra estagnado devido à crise. As empresas que souberem adaptar os seus produtos e serviços aos mercados externos (o que nem sempre é fácil) terão certamente mais probabilidade de sobreviver a esta crise.

Marketing Online Manager (Comercial & Marketing): SEO, SEM, Analytics, e-Commerce não são termos novos e as práticas existentes no mercado já se encontram bem desenvolvidas. Mas pode-se dizer que sofreram uma remodelação com o crescente protagonismo das redes sociais e da social media. Se até há uns anos atrás marketing online referia-se basicamente ao site e loja online, hoje estas plataformas têm necessariamente de estar integradas com a página no Facebook, perfil no twitter ou endereço do blogue. Até já é possível vender directamente do Facebook através de aplicações desenhadas especificamente para a plataforma.

Community Manager (Comercial & Marketing): É a profissão da moda, que todos querem exercer, mas que apenas os mais capacitados e com atitude pró-activa saberão executar com bons resultados. Dez anos depois do aparecimento dos blogs, oito anos depois do desenvolvimento do Facebook e seis anos depois da criação do Twitter, as redes sociais parecem, finalmente, deixarem de ser vistas como uma brincadeira de criança e passam a ser aceites no mundo dos negócios.

E da vossa experiência, que outras profissões adicionariam?

sexta-feira, janeiro 13, 2012

Aprendizagem Online

No momento em que estou prestes a fazer o exame sobre o módulo das Teorias da Aprendizagem (que falta me fazem as aulas de psicologia que não tive), surge-me nos feeds este artigo "4 reasons your brain loves to learn online" e confesso-me um pouco assustada com algumas das conclusões:

When participants in Dr. Sparrow’s studies thought a fact was saved somewhere accessible, they’d forget it. Furthermore, the more difficult a question was, the more likely participants were to think of the Internet, rather than actually try to work out an answer on their own.

Definitivamente, é tempo de rever o processo de aprendizagem e reflectir seriamente sobre as implicações nos novos meios e tecnologias no ensino, principalmente porque com as novas tecnologias podemos estar a deixar de aprender para passarmos a saber onde encontrar a informação. E quando nos depararmos com uma situação real? Diremos "Volto daqui a umas horas com a solução"? 

A propósito deste tema, recomendo a leitura da entrevista de Umberto Eco à revista Brasileira Época (obrigado google reader pela pesquisa de termos dentro dos feeds, ou nunca mais encontrava isto), da qual deixo alguns excertos:

O excesso de informação provoca a amnésia. Informação demais faz mal. Quando não lembramos o que aprendemos, ficamos parecidos com animais. Conhecer é cortar, é selecionar.

A internet é perigosa para o ignorante porque não filtra nada para ele. Ela só é boa para quem já conhece – e sabe onde está o conhecimento.

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Portugal em 9.º no índice "Equilíbrio Vida-Trabalho"

Contrariamente a todas as notícias, a todas as mensagens de Natal e Ano Novo oficiais e não oficiais, há quem aponte o nosso país como o 9.º melhor lugar para viver e trabalhar:


Em conta estiveram indicadores como horas trabalhadas, percentagem de mães empregadas ou tempo despendido em lazer.

Principais conclusões do estudo, levado a cabo pela OCDE:

Finding a suitable balance between work and life is a challenge for all workers, especially working parents. Some couples would like to have (more) children, but do not see how they could afford to stop working. Other parents are happy with the number of children in their family, but would like to work more. This is a challenge to governments because if parents cannot achieve their desired work/life balance, not only is their welfare lowered but so is development in the country.

In Portugal, 67% of mothers are employed after their children begin school; this figure is slightly higher than the OECD average of 66% and suggests that mothers are able to successfully balance family and career.

Another important aspect of work-life balance is the amount of time a person spends at work. Evidence suggests that long work hours may impair personal health, jeopardize safety and increase stress. People in Portugal people work 1719 hours a year, lower than the OECD average of 1739 hours.

The more people work, the less time they have to spend on other activities, such as time with others or leisure. The amount and quality of leisure time is important for people’s overall well-being, and can bring additional physical and mental health benefits. People in Portugal devote an estimated 66% of their day, or 15.8 hours, to personal care (eating, sleeping, etc.)and leisure (socializing with friends and family, hobbies, games, computer and television use, etc.) – close to the OECD average.

No início da lista? Sem surpresas, os países nórdicos. A restante lista, disponível aqui e aqui.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Quantos visitam um site após interacção nas redes sociais?

Foi uma das perguntas à qual a empresa ForeSee Results pretendeu dar resposta, aplicando um inquérito a quase 10 mil visitantes dos 40 principais sites do Reino Unido.
De acordo com os dados divulgados pela eConsultancy, apenas 3% dos inquiridos afirmou ter visitado o website do retalhista após uma interacção com a marca numa qualquer rede social.
Por outro lado, a principal influência/motivo para visitar o website foi mesmo a familiaridade com a marca (e não é isso o mais importante, ser-se reconhecido no mercado?).

É apenas mais um estudo (disponível aqui após registo) e a própria eConsultancy aponta alguns aspectos que certamente influenciaram o resultado:
One thing these stats also don't tell us is the kind of journey that the customer may have made before visiting the website. There are plenty of paths to a website that customers may have taken which include some kind of social media or other influence.
For example, customers may see a new offer or product from a retailer they follow on Facebook, and then head for the website later via a search engine (...)
Another issue here is which of the top 40 retail websites in the UK are actually running effective social media campaigns. Social media is a relatively new marketing medium and many brands are still finding their way. 
For example, while Boots is one of the retailers in the top 40, yet I can find no Facebook or Twitter accounts for the company, while John Lewis only recently created a Facebook page. With just 21,000 followers (so far), this is unlikely to drive significant volumes of traffic at the moment.
Este estudo vem, assim, comprovar alguns pontos importantes, bem evidenciadas no texto da eConsultancy:
  1. As marcas não devem descartar as técnicas de marketing online já testadas e com provas dadas, em detrimento da social media;
  2. Mas também não devem se assustar com as evidências destes estudos, antes devem estudar bem os meios e perceber de que forma podem tirar partido destes;
  3. Acima de tudo: "make sure that interactions on social media meet the needs and expectations of customers".
Para quem se interessa minimamente por Internet Marketing e redes sociais, este estudo vem apenas comprovar o que há já algum tempo se tinha tornado óbvio.
Mas é bom surgirem mais estudos destes, para que os gestores e empresários possam abrir os olhos quando os gurus chegam às reuniões com propostas unicamente assentes em social media (ou qualquer outro meio/ferramenta que esteja na moda).
Como diz o bom-senso, a melhor opção é (quase) sempre juntar a inovação ao conhecimento já adquirido.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

O outro lado dos números

Concluindo o tema dos números na Internet, deixo aqui mais duas referências: uma minha, nomeadamente o texto que escrevi para o PiaR, a outra do Luis Spencer Freitas, no seu blogue O Segundo que Passou.
A importância destes textos é fácil de compreender: os números nada significam se não se traduzirem em acções e interacções. Como já dizia Seth Godin, "Measuring hits to your website, it doesn't translate. What translate is: Are their people out there I’d go out of my way for, and would they go out of their way for me? That's what you need to keep track of. And the way you get there is by going out of your way for them and by earning the privilege of one day have that connection being worthwhile"

E a Internet no resto do mundo

A completar o texto anterior, deixo aqui ficar a referência ao texto publicado hoje no blogue ciberesfera, da Inês Amaral, a propósito do mesmo tema, mas numa perspectiva mais global.

A utilização da Internet em Portugal

O Lisbon Internet and Networks Institute, com o apoio da UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento, publicou recentemente um estudo sobre a utilização da Internet em Portugal, onde inclui um capítulo dedicado às redes sociais. As principais conclusões a retirar são:
  • No primeiro trimestre de 2010, 48,8% dos lares de Portugal continental dispunham de acesso à Internet;
  • No primeiro trimestre de 2009 existiam 46,5% de utilizadores de Internet em Portugal;
  • Utilizadores de Internet por ocupação profissional:
    • Quadros superiores: 100%
    • Estudantes: 96,1%
    • Profissões técnicas, científicas ou artísticas por conta de outrem: 94,2%
    • Profissionais liberais por conta de outrem: 83,3%
    • Empregados de escritório: 78,7%
  • Acesso a tecnologias:
    • Internet móvel (placa 3G): 15,8%
    • Smart phone: 2,6%
  • 56,4% dos internautas em Portugal utilizam as redes sociais:
    • 15 aos 24 anos: 74,7%
    • 25 aos 34 anos: 57,1%
    • 35 aos 44 anos: 43,7%
    • 45 aos 54 anos: 36,4%
    • 55 aos 64 anos: 42,9%
  • Redes sociais mais utilizadas pelos internautas:
    • Hi5: 42,6%
    • Facebook: 39,7%
    • Twitter: 7,9%
  • Sites de redes sociais em que tem perfil criado, por idade:
    • Twitter: 15-24 anos (50%), 25-34 anos (25%), 35-44 anos (13,6%), 45-54 anos (11,4%)
    • Facebook: 15-24 anos (42,3%), 25-34 anos (32,4%), 35-44 anos (14,9%), 45-54 anos (6,3%)
  • Número pessoas na área de amigos: 45,1% tem mais de 100 amigos;
  • Conhecimentos pessoais nas redes sociais: 78,4% conhece pessoalmente os seus contactos nas redes sociais.
Ao ver este estudo, apercebo-me da disparidade que há entre a realidade e a nossa percepção da realidade. Sendo utilizadora regular de Internet, fixa e móvel, e das redes sociais, tinha a ideia que estes números eram significativamente superiores, nomeadamente no que diz respeito ao acesso às tecnologias móveis. Por outro lado, não tinha a noção que a camada dos 45 aos 64 anos fosse tão utilizadora das redes sociais.
Para quem se encontra a preparar as campanhas de web marketing e de social media, aconselho vivamente a leitura deste estudo.