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terça-feira, março 20, 2012

3 meses de Kindle

Cerca de 3 meses depois de comprar o Kindle está na altura de actualizar a primeira análise que aqui vos deixei. Antes de mais, deixem que vos diga que é, sem sombra para dúvida, uma das melhores compras que fiz ao nível dos gadgets. A relação qualidade/preço é soberba e qualquer arrependimento que pensasse vir a ter dissipou-se ao fim de algumas semanas de utilização. Posto isto:

Leitura: Com luz do dia, sob luz interior ou apenas com o candeeiro da mesinha de cabeceira, a experiência é 100% gratificante. Até a critica inicial de que o ecrã podia ter maior contraste caiu por terra. Ao fim de uns dias de habituação deixamos de reparar nisso e nada se compara ao conforto de segurar num livro de 300 páginas apenas com uma mão.

Foco na leitura: Uma das críticas/observações feitas aos tablets é a existência permanente de fontes de distracção, que impedem a imersão na leitura. No Kindle, isso não existe. Mesmo com acesso à Internet a experiência é tão dolorosa comparada com outros gadgets que rapidamente perdemos a vontade de o fazer ;)

Portabilidade: Cabe em qualquer uma das minhas carteiras, sem peso em excesso. Excelente para levar para o café ou para a sala de espera do consultório médico.

Economia: Com portes e IVA o Kindle ficou-me por 140€ (mais euro, menos euros). Em média, cada ebook é 2€ a 5€ mais barato do que a versão em papel e existem alguns exemplares na Amazon cuja versão ebook é mesmo gratuita. Ao fim de algumas aquisições, a poupança em livros e portes (caso pretendesse enviar pela Amazon) acabam por pagar o equipamento. Por outro lado, a entrega wireless dos livros aumenta as compras por impulso, pelo que é recomendável não ter muito dinheiro disponível no cartão MbNet.

E por aí, já se renderam à leitura digital?

segunda-feira, março 12, 2012

Leituras da Semana: Amazon, Google e Twitter

A semana passada foi marcada por dois eventos, a apresentação do novo iPad e a SXSW, a conferência anual de música, filme e interactividade que decorreu em Austin (US). A par destes eventos, chamaram-me à atenção as seguintes notícias:

Amazon poderá vender eBooks fora da Kindle Store
O blog ebookfriendly noticia, com informações de PaidContent e The New York Times, que a Amazon planeia publicar uma série de pequenas biografias, chamadas "Amazon Lives", que não serão exclusivas para a Kindle Store, sendo o primeiro livro publicado em Junho de 2013.
Como bem salientam no ebookfriendly, as restantes ebookstores não suportam o formato de mobi (exclusivo do Kindle), o que pode significar duas coisas: que a distribuição desta colecção será feita em formato EPUB e, mais importante talvez, que o próprio ecossistema do Kindle passe, num futuro próximo, a suportar este formato mais universal.

Google passa a encriptar dados das pesquisas no Reino Unido
A Criptografia SSL de dados de pesquisa da Google já se mudou para Reino Unido e para outros sites internacionais, o que significa que informações como quais as palavras-chave de pesquisa deixarão de estar disponíveis para os gestores de websites. Como sabemos, estes dados são fundamentais para que os websmasters e gestores de SEO/SEM saibam qual o caminho que os cibernautas fazem até chegar ao seu website, permitindo optimizar as landing pages, conteúdos e outras características dos websites.

Android líder nas pesquisas e navegação
A plataforma Android não só domina a venda de smartphones como finalmente consegue ultrapassar o navegador do sistema iOS, Opera, na preferência dos utilizadores. Não podemos propriamente afirmar que esta notícia não seja esperada, dado que o sistema iOS apenas é vendido por um fabricante, enquanto que o Android se encontra disponível não só nos smartphones da Google, como de diversas outras marcas , como a HTC, Samsung ou LG.

Twitter com E-Commerce
Ainda não foi confirmado pelo twitter, mas de acordo com a informação avançada pela Ad Age o twitter planeia acrescentar novas experiências nas páginas para marcas, incluindo concursos, e-commerce e sorteios. É um passo certamente ambicionado pelas marcas uma vez que, comparado com outras plataformas como o Facebook, o Twitter pouco diferencia as páginas individuais das páginas corporativas. Confesso estar interessada em ver a evolução, tendo em conta que a maioria dos utilizadores acede ao twitter através de aplicações de terceiros, aplicações desktop como o tweetdeck ou aplicações para dispositivos móveis, pelo que espero ver o real impacto destas novidades.
Via: Ad Age

segunda-feira, março 05, 2012

leituras da semana: Facebook, iBookstore, Pinterest e outras

Ao longo da semana vou guardando no Instapaper os artigos que pretendo ler ou reler mais tarde, o que, normalmente, só acontece durante o fim de semana. Quando me apercebo tenho mais de 50 artigos por ler, sem contar com alguns que ficaram das semanas anteriores. Da semana que passou destaco as seguintes notícias e trends:

Facebook Timeline para páginas
aqui destaquei alguns artigos que analisam as recentes novidades no Facebook e apenas acrescento o post do Techcrunch que sintetiza bem as novidades mais importantes ao nível da Timeline para páginas.

Fragmentação nas livrarias digitais
O site mediabistro noticia que a Apple não venderá na iBookstore a edição ebook no novo livro de Seth Godin porque o mesmo inclui, na bibliografia, links para outras obras suas à venda na Amazon. O autor expressa o seu descontentamento com estes novos gatekeepers da cultura: "We’re heading to a world where there are just a handful of influential bookstores (Amazon, Apple, Nook…) and one by one, the principles of open access are disappearing."

Tráfego móvel
De acordo com o estudo da Chitika, noticiado pelo TNW, o tráfego online a partir de dispositivos móveis disparou 35% no último ano. Apesar deste crescimento, os computadores ainda são responsáveis por 89.45% de todo o tráfego na Internet. Importa ainda realçar que, no período das 8h às 10h da manhã, o tráfego móvel atinge uma quota de quase 20% de todo o tráfego web registado nesse período (quantos de nós não tomam o pequeno almoço ou o primeiro café da manhã a ler notícias no smartphone?).

Pinterest
É a rede social do momento e são vários os artigos que destacam as mais valias do Pinterest para a marcas e dicas de como aproveitar esta onda: The Marketers Guide to Pinterest11 ways to use Pinterest as a brandMeet Your Pinterest Customer.

Podem ver outros artigos que guardei no meu perfil no delicious.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Estarão os E-Reader condenados?

Interessante troca de ideias e argumentos sobre o futuro dos E-Reader entre Marco Arment (criador do Instapaper) e Matt Alexander (dono e editor do ONE37.net), para ler nos links que se seguem, por ordem cronológica:

2. The E-Reader, as we know it, is doomed (feedback de Marco Arment)

Deixo-vos apenas uma das respostas de Marco Arment que mais me convenceu em toda a troca de argumentos:


Matt Alexander:
As much as you or I might enjoy the e-ink experience, people are not thrilled about buying a device that does one thing very well when they can buy something that does that one thing fairly well along with dozens of other features.

Marco Arment:
Then why does anyone buy grapefruit spoons, prime lenses, or two-seater sports cars?Or tablets? Laptops do everything tablets do fairly well along with dozens of other features, and you probably already own one.


Para quem gosta do tema ou pondera a compra de um e-reader, aconselho vivamente a leitura destes três artigos.

sexta-feira, dezembro 30, 2011

Análise ao Kindle

Depois de meses de indecisão entre qual o modelo a escolher e se a opção recairia entre um eBook reader ou tablet, finalmente optei pelo mais famoso eBook reader e pela sua versão mais simples, o Kindle 4. A escolha por este modelo teve em consideração dois aspectos: funcionalidade e preço. Se o que pretendia era mesmo ler ebooks, feeds, jornais e revistas num formato confortável e leve, o Kindle a 109$ foi sem dúvida a minha melhor opção. Mas as minhas dúvidas e ponderações vocês já conhecem (se não, consultem os links acima) e, sem mais demoras, passemos à review:

Envio e Alfândega:
Foi a grande dúvida. Teria de pagar taxas alfandegárias? Mesmo depois de confirmar em fóruns e na própria Amazon, receava ter de pagar algo mais para o Kindle sair da Alfândega. Conheço casos de amigos que compraram equipamentos no Japão por 40€ e tiveram de pagar 100€ de taxas alfandegárias! E depois, todos os amigos e contactos que tinham Kindle, este afinal tinha sido oferecido por um familiar e, portanto, não me conseguiram confirmar este dado antes da compra. Admito que me fiei no que li e me disseram e rezei para não me sair a fava. Não saiu. No check out na amazon.com (Kindles para Portugal só na Amazon.com) paguei as "Import Fees" que se resumiram ao IVA, e a UPS tratou do envio que até chegou um dia antes do estimado! Pelo meio o Kindle foi viajar à Alemanha e no dia anterior ligaram-me da alfândega apenas para dar o nome e NIF. Resumindo: o Kindle ficou por 124€ ou $159,88: $109 Kindle + $20,98 Portes + $29,90 Impostos. 

Quanto à UPS, não podia estar mais satisfeita. Com previsão de 2 a 4 dias, o Kindle foi encomendado a 26, despachado a 27 e chegou a Braga a 29, sem qualquer problema pelo meio. Dizem-me que da próxima vez que tiver de encomendar e se for na amazon inglesa, passarei a ter de lidar com a MRW que pelos vistos não trabalha tão bem.

Experiência de leitura:
Não há melhor. Tudo o que ouviram de bom sobre o Kindle confirma-se. Não há reflexos, não cansa a vista, não nos distrai da leitura, não pesa. E para mim, cuja única posição confortável para apreciar a leitura é deitada ou encostada no sofá, não há nada melhor do que segurar um livro de 300 páginas apenas com uma mão. E sim, o contraste podia ser um pouco maior (esta é uma das criticas recorrentes ao Kindle), mas é uma picuisse e acredito que derivada dos ecrãs LCD retro iluminados a que estamos habituados. Ao fim de algum tempo de utilização, deixamos de reparar neste aspecto. Ainda sobre o peso e dimensões do aparelho, já tinha essa ideia, mas agora confirmei: 6" é o tamanho ideal para leitura. Facilmente se segura só com uma mão, sem necessidade de recorrer a outra para virar as páginas, já que os botões para isso se encontram nas faces laterais do equipamento. Acreditem que depois de estar uns 40 minutos a ler no Kindle, o iPhone 3GS pareceu-me feito de chumbo!

Compatibilidade PDF: Muitos me pediram para ver como o Kindle se comportava com PDF e, de facto, não é o equipamento ideal. Se for para ler PDF de texto, resolve-se facilmente, mas se querem ler com gráficos, imagens e tabelas não vai ser a melhor experiência. Antes de mais, terão de converter os ficheiros no Calibre (programa OBRIGATÓRIO!) para formato MOBI. O Kindle suporta PDF, mas perdem espaço de leitura por causa dar margens e não conseguem aumentar/diminuir o tamanho da letra, apenas fazer zoom in/zoom out, daí ser aconselhável a conversão. Mesmo assim perdem algumas funcionalidades, como dicionário (o Kindle não reconhece o idioma, mesmo estando em inglês) e partilha de texto nas redes sociais. E, mesmo convertendo, o texto fica desformatado ao nível das páginas, pois elimina as quebras e mudanças de página, tratado tudo como texto corrido (pode dar para contornar nas opções do calibre, mas ainda não explorei).

RSS: Quero mesmo usar o Kindle como leitor de feeds. No primeiro dia encontrei algumas opções de web apps que convertem os feeds do Google Reader para Kindle e até fazem o envio para o equipamento, mas as versões gratuitas limitam os feeds a 12 ou 15 (quem tem apenas isso??), para mais, há que subscrever. Dá para aceder ao GReader através do browser, mas este é mesmo experimental e a experiência não é das melhores (tal como não é no iPhone ou iPad se tentarem ler os feeds através do próprio site do GReader e não através de aplicação dedicada).

Envio de artigos e documentos: É possível enviar documentos para o Kindle wireless através do email que a Amazon disponibiliza (aliás, é através desta funcionalidade que conseguimos ter os artigos do Instapaper ou os feeds no Kindle), mas para assegurar que a Amazon não vos cobra taxas por este serviço recomendo que utilizem o vosso email "xpto@free.amazon.com" em vez do "@amazon.com". Esta variação do email só encontrei em sites de terceiros, como no Instapaper, e compreende-se porque a própria Amazon não o publicita.

Ainda só o tenho há um dia e muito mais haverá para explorar, mas posso vos garantir que qualquer dúvida que tivesse antes da compra (nunca tinha pegado num Kindle antes), dissipou-se logo na primeira hora de utilização. Termino este texto dirigindo-me a todos os utilizadores de Kindle: que utilizações fazem o equipamento? Que aplicações usam? E para quem ainda não tem um Kindle, mas pondera comprar, façam-se chegar as vossas dúvidas e terei todo o gosto em vos esclarecer sobre este magnífico gadget.

Bom Ano e boas leituras ;)

quarta-feira, novembro 30, 2011

Harvard Trends


"Harvard Trends" é um livro de gestão que identifica e analisa as 100 principais tendências de gestão globais, em apenas 1700 caracteres cada uma, escrito por dois MBA portugueses - Pedro Barbosa e Ana Silva O’Reilly.

Os autores propõe-nos seguir a escolha das melhores tendências de gestão, filtradas entre centenas de tópicos, assuntos e temas debatidos nas melhores universidades do mundo. Os autores oferecem ainda uma proposta de valor que foi melhorada progressivamente por mais de duas centenas de pessoas, em ambiente crowdsourcing.

O livro será lançado nos dias 6 e 7 de Dezembro no El Corte Inglês de Lisboa e Gaia/Porto, respectivamente. A distribuição em Portugal ocorre em Dezembro de 2011 em formato papel e e-book.

Mais informações aqui.

quarta-feira, novembro 23, 2011

Onde ler ebooks? Saiba como escolher

Com a quantidade gadgets que saíram nos últimos meses que permitem a leitura de ebooks, torna-se difícil saber qual escolher e, principalmente, qual o dispositivo que melhor satisfaz as nossas necessidades. Esta dúvida é particularmente pertinente para quem se está a iniciar na leitura de ebooks e ainda não dispõe de um ebook reader.

O que os autores de ebookfriendly.com aconselham a quem tem dúvidas quanto ao gadget a comprar para a leitura de ebooks é simples: esqueçam as opiniões dos outros e analisem bem o que vocês precisam.
Para isso, basta responder a 6 questões:

  1. Quanto tempo passo a ler?
  2. Em que idioma leio mais?
  3. Que tipo de livros leio?
  4. O porquê de ler?
  5. Como pretendo comprar novos ebooks?
  6. Qual a minha rotina de leitura diária?
Confiram as vossas respostas com este artigo e encontram a solução ideal.

terça-feira, novembro 15, 2011

Publicar livros sem recorrer às editoras

No blog Freelance Switch, Danny Iny publica hoje um interessante artigo sobre a "auto-publicação" de livros, ou seja, sem recorrer a editoras (e sem perder a percentagem sobre as vendas que estes exigem).

Em primeiro lugar, este artigo vale o destaque por elevar o orgulho português, ao mencionar o escritor Paulo Coelho e o seu livro "O Alquimista" juntamente com outros nomes como J.K. Rowling, Dan Brown e Jack Canfield (referidos por serem casos de sucesso internacionais).

O artigo aborda os vários receios que um jovem autor enfrenta (principalmente se estiver perante a sua primeira publicação) e, ao longo do texto, são dadas respostas a questões centrais, tais como se vale a pena publicar, a questão das margens de lucro ou as acções de marketing associadas à promoção do livro.

Atenção que este artigo aborda a publicação de livros em papel e não ebooks. Para os interessados e futuros autores, são recomendados alguns serviços online que tratam da encadernação e mesmo distribuição do livro (CreateSpace e Lulu). Para quem pondera a publicação de ebooks, sem dúvida que a Amazon é a primeira distribuidora que nos surge na memória e, para isso, podem consultar este link com as principais informações sobre a auto-publicação (de ebooks e livros em papel).

segunda-feira, novembro 14, 2011

Primeiras impressões dos novos Kindle (Fire/Touch)

Se andavam ansiosos como eu para ler as primeiras reviews aos novos Kindle, nomeadamente o Kindle Touch e o Kindle Fire, o The Verge terminou com a espera e divulga hoje as primeiras reacções aos equipamentos.

Podem ler as primeiras impressões no próprio site (até porque são bastante extensas), mas deixo aqui alguns excertos para atiçar a curiosidade.


"While the touchscreen might feel like a "new and fresh" twist on the typical e-reader, in reality the device is still riffing on Amazon's original Kindle, with few tweaks to shake up that landmark experience."

"Amazon is right, the device does disappear in your hands. I just wish that when I am paying attention, it was a little more striking"

"What's new (at least as far as Amazon is concerned) is the touch sensing, which is actually embedded in the bezel and works optically, meaning you can use it with gloves on, and there's nothing on top of the E Ink to lessen readability (a problem with early touch e-readers)."

"The Kindle Touch's most obvious addition is a touchscreen, and it works flawlessly."

"Amazon has had a Kindle browser(...) It's totally competent for reading the mobile versions of sites"



"What's more striking about the device is just how identical it looks in comparison to a product we've seen before. Namely, the BlackBerry PlayBook."

"I found myself accidentally pressing the power button when I was typing or holding the tablet in certain positions"

"I do like the general aesthetic and feel of the Fire. After using this device and then going back to the iPad 2, I was struck at how big and bulky Apple's tablet feels."

"the software experience of the Fire isn't wholly disconnected compared to other Android tablets or phones"

Shopping on the Fire: "the experience is far more integrated than it is on the ipad or any other android tablet"

Browser: "I didn't notice any page load times that I would consider noticeably speedier"




Actualização: Podem ler aqui a review da Wired ao Kindle Fire: http://www.wired.com/reviews/2011/11/kindle-fire/all/1

Actualização 2: e a review da Gizmodo aqui, também ao Fire: http://gizmodo.com/5858779/kindle-fire-review-the-ipad-finally-has-serious-competition

sexta-feira, outubro 28, 2011

Para os adeptos dos ebooks

Enquanto não tomo a iniciativa de encomendar o Kindle, ando a pesquisar informações sobre ebooks, nomeadamente títulos disponíveis (em português, mas não só) e blogues dedicados ao tema.
A lista não pretende ser exaustiva, porque só agora comecei a pesquisa, mas para os que se estão a iniciar nestas andanças como eu aqui seguem alguns links interessantes (quase todos constam no blog ciberescritas):


E ainda:
Livros em português na Kindle Store (dica de Kindle Portugal)

Se conhecerem outros sites interessantes, avisem!

terça-feira, outubro 18, 2011

Opção Kindle?

Estava a aguardar pelas primeiras críticas aos novos Kindles para fazer este post, mas trocas recentes de mensagens no Google+ com utilizadores de Kindle fizeram-me ponderar seriamente na compra deste ebook reader.

De facto, nos últimos meses tenho retomado os meus hábitos de leitura e não consigo deixar de pensar como ter um ebook reader seria uma excelente e bem mais confortável opção para ler alguns dos calhamaços de 300 páginas que cá andam (o último de Dan Brown está há quase dois anos à espera de ser terminado). Mas confesso que no dia da apresentação da Amazon, no início do mês, a opção recaiu sobre o Kindle Fire, por ser um tablet "low cost", mas desenvolvido pela Amazon e com sistema Android, contendo as mais-valias comprovadas destas duas marcas. Além de ebook reader serviria outros propósitos e seria um bom substituto ao portátil que deixou de dar sinais de vida ainda antes do Verão (para trabalhos mais "sérios" está aqui o belíssimo iMac).

No entanto, e depois de ler algumas reviews, começo a olhar com outros olhos para o Kindle de 100€ (a versão com publicidade só existe nos Estados Unidos). A qualidade dos ecrãs E Ink parece ser consensual, tal como a ideia de que, para ler, não há dispositivo melhor. Fico a pensar se a comprar um Kindle Fire não ficarei pela metade: nem tem a qualidade de leitura dos Kindle tradicionais, nem tem todas as capacidades de um tablet (dado que o sistema Android é adaptado ao Kindle e não possui todas as funcionalidades).

Depois, o Benjamim alertou-me ainda para a tripla função de leitura do Kindle: além de ebook reader, permite ainda ler os artigos do Instapaper, bem como subscrever os feeds de vários jornais e revistas através do software Calibre.

O único senão nesta fase é mesmo o ecrã monocromático, mas acho que em tempos de crise os 100€ e a qualidade comprovada do ecrã para a função principal - ler - batem qualquer argumento. Ainda quero, mesmo assim, esperar pelas primeiras críticas ao Kindle Fire, até porque esta será, muito provavelmente, a minha prenda de Natal para mim, pelo que ainda disponho de dois meses e meio para ponderar.

E vocês, são utilizadores de Kindle ou usam outro dispositivo para ler ebooks?

quinta-feira, outubro 13, 2011

IVA reduzido nos ebooks

O site de tecnologia do Sapo (TeK) noticia hoje que o Parlamento Europeu discute a aplicação de uma taxa reduzida de IVA para os livros electrónicos:

(...)No que se refere aos livros, defende a proposta que o IVA aplicável deve ser o mesmo, independentemente do suporte (papel, audiobooks, livro eletrónico). "Todos os livros, jornais e revistas, independentemente do seu formato, devem estar sujeitos ao mesmo regime de IVA, ou seja, tanto aos livros, jornais e revistas descarregáveis como aos consultáveis em leitura apenas (streaming) se deve aplicar o mesmo sistema de IVA que aos disponíveis em formato tradicional", defende o relatório que vai hoje a votação.
Em Portugal, como na maioria dos países europeus, diferentes suportes ainda conduzem à aplicação de diferentes impostos sobre os livros. A nível nacional, aos livros em papel é aplicada uma taxa de 6%, enquanto os ebooks chegam ao consumidor com uma taxa de 23%. Espanha é para já uma das raras exceções no espaço europeu. No país é aplicado um IVA de 4% aos livros eletrónicos desde o início do ano passado (...)

Sinceramente, fico sem perceber a justificação para os livros em papel terem actualmente uma taxa reduzida e os livros digitais serem taxados a 23%. Se o propósito de taxar a cultura à taxa reduzida é incentivar a população a consumir estes "bens", esta diferenciação não faz sentido.
Por outro lado, um ebook não é só mais barato para os editores (poupa-se em encadernação, impressão, distribuição, stock...), como o seu consumo é mais barato para o público (actualmente, a versão ebook já é mais barata do que a edição em papel). 
Com a mobilidade das pessoas e o crescente uso de dispositivos móveis, não fez sentido que o Estado apenas apoie o consumo da cultura dita tradicional.

Mas não nos podemos esquecer que estamos num país onde Coca-cola e Red Bull são taxados a 6%..

segunda-feira, setembro 05, 2011

Kindle Tablet

A guerra dos tablets parece ter chamado a atenção da Amazon que, segundo rumores, está prestes a lançar o seu Kindle em versão tablet já em Novembro deste ano.

Confesso que a curiosidade é muita, principalmente pelas especificações anunciadas: sistema Android 2.2, multi-touch de 7 polegadas (embora pareça que só com dois dedos e não com 10, como acontece com o iPad) e, o mais espectacular ainda, com um preço previsto de 250$.

Nunca peguei num Kindle, mas conheço quem tenha um e diga que, em termos de leitura de livros/revistas, não há melhor, muito por causa da qualidade do ecrã que impede reflexos e possui elevado contraste (um senão nos tablets que por aí andam). Agora, sempre me pareceu exagerado dar 150€/200€ por um aparelho que "apenas" serve o propósito de ler livros e pouco mais (relembro que a fantástica app para iOS "Instapaper" possui uma versão para Kindle). Agora, se a este preço juntarmos as funcionalidades de um sistema operativo mobile, no caso o Android, então temos concorrente de peso!

Ainda ontem estava a ler deitada e pus-me a pensar no desconfortável que pode ser ler nesta posição: se estivermos de barriga para cima os braços começam a ceder dado o peso do livro, sem falar que temos de o segurar com as duas mãos; se lermos de barriga para baixo começam a doer os ombros. Um ebook reader é perfeito para esta situação, sem mencionar o facto de ser bem mais leve do que um livro e, portanto, mais "portátil".

Durante os últimos meses andei a ponderar a compra do iPad (sempre a próxima versão, nunca a actual), mas sendo possuidora de um iPhone questionava-me se valia a pena o elevado investimento. É certo que o ecrã do iPhone começa a cansar ao fim de alguns minutos de leitura e não é propriamente prático para ler, com atenção e tempo, revistas, livros ou jornais. Acima de tudo, é um equipamento perfeito para o que foi desenhado: um smartphone que nos é muito útil para ler os feeds ao pequeno almoço, actualizar os nossos perfis enquanto vemos televisão, pesquisar informações na net quando estas nos fazem falta. Agora, não me pareceu que dar 700€ por um dispositivo como o iPad fosse realmente compensador, embora seja sempre tentador.

Resta-nos esperar por Novembro (talvez um pouco mais para a comercialização em Portugal) e confirmar estas informações, mas se a maioria estiver correcta, creio que vai ser a minha entrada definitiva nos tablets.