segunda-feira, setembro 05, 2011

Kindle Tablet

A guerra dos tablets parece ter chamado a atenção da Amazon que, segundo rumores, está prestes a lançar o seu Kindle em versão tablet já em Novembro deste ano.

Confesso que a curiosidade é muita, principalmente pelas especificações anunciadas: sistema Android 2.2, multi-touch de 7 polegadas (embora pareça que só com dois dedos e não com 10, como acontece com o iPad) e, o mais espectacular ainda, com um preço previsto de 250$.

Nunca peguei num Kindle, mas conheço quem tenha um e diga que, em termos de leitura de livros/revistas, não há melhor, muito por causa da qualidade do ecrã que impede reflexos e possui elevado contraste (um senão nos tablets que por aí andam). Agora, sempre me pareceu exagerado dar 150€/200€ por um aparelho que "apenas" serve o propósito de ler livros e pouco mais (relembro que a fantástica app para iOS "Instapaper" possui uma versão para Kindle). Agora, se a este preço juntarmos as funcionalidades de um sistema operativo mobile, no caso o Android, então temos concorrente de peso!

Ainda ontem estava a ler deitada e pus-me a pensar no desconfortável que pode ser ler nesta posição: se estivermos de barriga para cima os braços começam a ceder dado o peso do livro, sem falar que temos de o segurar com as duas mãos; se lermos de barriga para baixo começam a doer os ombros. Um ebook reader é perfeito para esta situação, sem mencionar o facto de ser bem mais leve do que um livro e, portanto, mais "portátil".

Durante os últimos meses andei a ponderar a compra do iPad (sempre a próxima versão, nunca a actual), mas sendo possuidora de um iPhone questionava-me se valia a pena o elevado investimento. É certo que o ecrã do iPhone começa a cansar ao fim de alguns minutos de leitura e não é propriamente prático para ler, com atenção e tempo, revistas, livros ou jornais. Acima de tudo, é um equipamento perfeito para o que foi desenhado: um smartphone que nos é muito útil para ler os feeds ao pequeno almoço, actualizar os nossos perfis enquanto vemos televisão, pesquisar informações na net quando estas nos fazem falta. Agora, não me pareceu que dar 700€ por um dispositivo como o iPad fosse realmente compensador, embora seja sempre tentador.

Resta-nos esperar por Novembro (talvez um pouco mais para a comercialização em Portugal) e confirmar estas informações, mas se a maioria estiver correcta, creio que vai ser a minha entrada definitiva nos tablets.

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