Esta é a proposta da startup RentAStudent que pretende fazer a ponte entre o mundo universitário e o mundo empresarial, dando resposta a dois problemas complementares: o do estudante, que quer aplicar os conhecimentos que está a aprender na universidade num contexto de trabalho real, sendo remunerado por isso, e o do empresário que necessita de desenvolver um projecto, mas tem baixos recursos.
Como evidencia a Business Insider, um estudante em final de curso depara-se actualmente com um dilema: escolher um emprego remunerado fora da área de estudo ou aceitar um estágio não remunerado (realidade que, infelizmente, bem conhecemos no nosso país).
A proposta da nova startup é simples: as empresas submetem os seus projectos na plataforma e os estudantes candidatam-se aos projectos com os quais se identificam, sendo depois a remuneração acordada entre a empresa e o estudante seleccionado. A meu ver, beneficiam ambas as partes: o estudante ganha experiência e uns bons trocos por isso e a empresa consegue um bom trabalho a preço mais em conta. O perigo? Os estudantes mais "desesperados" enveredarem pelo downgrading do seu trabalho, sujeitando-se a pagamentos bastante inferiores aos dos seus pares.
Numa altura em que o desemprego abunda e as estimativas para 2012 não são as melhores (prevê-se que passará de 12,6% para 13,6%), projectos como este são de louvar, por incentivarem o emprego qualificado e darem o devido valor aos anos de estudo que passamos no Ensino Superior.
Em Portugal, nasceu recentemente uma iniciativa semelhante, embora com contornos diferentes. O www.trabalhadoresindependentes.com, destina-se a freelancers que pretendam publicitar o seu trabalho e angariar clientes. Para tal, basta preencherem o seu perfil e ficar à espera de propostas. O ponto negativo deste projecto, a meu ver, é o facto de ser mais uma mostra de profissionais (não temos para isso o Linkedin e demais redes sociais?) do que um verdadeiro networking, com a agravante que, após o primeiro mês de utilização, o freelancer tem de pagar uma quota para manter a presença na plataforma (obviamente, sem garantias de conseguir, de facto, trabalho).






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