quarta-feira, novembro 08, 2006

Com um sorriso nos lábios e o coração a arder

Não tenho grande opinião formada sobre o tema das coincidências.
Há quem diga que elas são criadas, outros que são obra do acaso.
Creio que acredito no meio termo. De facto, podemos criar "coincidências", dar a outros a ideia de que estava destinado a acontecer determinado momento, quando fomos nós que o programamos.
Mas há também, embora em menor escala, "verdadeiras coincidências".

A noite de hoje foi um exemplo disso, a excepção que faz a regra.
Fui celebrar os 25 anos de casamento de uns familiares. Foi uma noite muito bem passada e estive com amigos que por circunstâncias da vida só nos vemos nestas ocasiões. Emocionei-me bastante com o discurso do "noivo", repleto de sentimento.
E a coincidência aconteceu mal o noivo acaba proferir as palavras de agradecimento e de demonstração de felicidade e amor para com a sua família.

Duas violas, duas vozes e uma guitarra portuguesa. O noivo, por coincidência, formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Por coincidência, é amigo de um elemento do Grupo de Fados de Engenharia. Mais duas coincidências pessoais: Este ano não pude ir à primeira serenata do ano académico e este ano sou finalista. Para terminar: tocou-se e cantou-se o meu fado favorito, A Balada de Despedida do 5º ano Jurídico de Coimbra (já disse que o noivo é advogado? Licenciado em Coimbra?).

No meio destes acasos criei a minha coincidência. Não pude ter a minha capa comigo (como nos sentimos estranhas ouvir fado sem traje...), mas não consegui não ter o meu apoio. Graças às novas tecnologias pude partilhar este momento contigo. Obrigado por estares sempre do lado de lá.
Acabo de me lembrar de mais uma coincidência. Hoje houve uma conferência no curso sobre a experiência profissional de antigas alunas de Assessoria de Comunicação. E uma disse "vai haver semanas em que não vão ter vida social porque têm um projecto para entregar para ontem. Aproveitem bem estes meses que vos restam"


"Sabes que o desenho do adeus
É fogo que nos queima devagar
E no lento cerrar dos olhos teus
Fica a esperança de um dia aqui voltar
(...)
Capa negra de saudade
No momento da partida
Segredos desta cidade
Levo comigo p'ra vida"

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