Páscoa 2006
Start spreadin' the news, I'm leaving today, I want to be a part of it, New York, New YorkI wanna wake up, in the city, that never sleeps....
Foi a música que mais ouvi nos dias que antecederam a viagem a Nova Iorque, na Páscoa de 2006. O meu tio já lá tinha estado e quando no aniversário da minha mae ele disse "para o ano faço 50 anos... vamos todos a Nova Iorque" apontamos todos a data no calendário e inicou-se o countdown para a viagem das viagens. Desde os meus 10 anos que não faziamos uma viagem grande em família. A última foi a minha prenda de passar para o 5º ano sem reprovar e fizemos uma viagem de 30 dias, de carro, pela Europa. Foi com 10 anos que conheci Espanha, França e a Eurodisney, Alemanha, Dinamarca e a legolândia. Foi um mês de sonho, de fantasia, de aventura.
A aventura começou com 8 horas de avião e chegada NY ao início da tarde. Nunca tinha sentido o jet lag, mas confesso que andei estranha a semana toda. A primeira impressão foi um sentimento de confusão: carros atrás de carros, pessoas com ritmo acelarado, prédios estupidamente altos, barulhos, buzinas, conversas em vários dialectos... Foi do género "Wow... calma, sim?". O nosso hotel ficava muito perto do Empire State Building, do Chrysler Building, de Times Square, e mesmo pertinho do edifício inclinado, onde o surfista prateado do filme Funtastic4 desliza na sua prancha.
Foram 10 dias a andar muito a pé, e onde o metro só era usado quando as pernas não podiam mais. Logo no segundo dia fomos a pé desde a Rua 52 até à Brooklyn Bridge, um pecurso que levou o dia inteiro a fazer. Passamos pelo Starbucks, onde bebemos o primeiro café à americano; pelo Empire State Building e pelo Chrysler Building, onde me agachei o máximo que conseguia para enquadrar o prédio todo na fotografia; vimos o primeiro jardim urbano, onde os nova-iorquinos jogam xadrez, almoçam e tocam saxofone; visitamos uma loja de antiguidades, perto do Flatiron Building. Já na downtown, vimos o rodopio dos corretores da bolsa de NY, em Wall Street, e algumas câmaras de televisão em frente ao tribunal, provavelmente a filmarem um filme qualquer, já que NY é das cidades mais captadas pelas objectivas de hollywood.
Nos dias seguintes, passeamos pela Fifth Avenue, famosa pelas lojas de luxo e pelos seus prédios com jardins privados no 15º andar. A Fifth Av. é igualmente conhecida por ter o metro quadrado mais caro do mundo e por ser a avenida que divide as ruas de Manhattan em Este e Oeste. Foi igualmente aqui que presenciei o desfile mais caricato que alguma vez vi: Easter Day Parade (desfile do domingo de Páscoa). É uma misclânea de chapéus e vestimentas com decorações alusivas à Páscoa, onde até os cães se mascaram a rigor. A Fifth Av. fica parcialmente cortada ao trânsito e durante algumas horas podemos assistir a de tudo um pouco, desde manifestações políticas buck Fush a danças de salão em plena avenida.
As noites eram preenchidas por passeios em Times Square, com os seus reclamos em néon, as lojas de souvenirs e o reboliço de um quarteirão que não pára. No entanto, reservamos, obviamente, uma noite para vermos a cidade do seu ponto mais elevado: o topo do Empire State Building. A imagem é, simplesmente, magnífica e deslumbrante.
Poderia referir muito mais sobre esta viagem, mas o texto já está tão longo que não me atrevo a o prolongar mais. Mas ficam as memórias dos almoços em China Town, onde compramos uma pomada para os pés fabulosa; do cáfé de Little Italy, único local onde se pode beber um expresso em condições; da pista de gelo do Rockfeller Center; da tarde passada no porto, com os barcos à vela e as lojinhas de recordações; da manhã passada no Central Parque, o verdadeiro pulmão daquela cidade e local de escape dos nova iorquinos; da misclânea de culturas e linguas que compoem aquela cidade, que fazem dela a verdadeira cidade cosmopolita; and so on, and so on.
É certamente uma viagem a repetir. Só ao fim dos dez dias comecei a me habituar ao ritmo daquela cidade, e a ajustar o meu relógio biológico ao ritmo da Big Apple.
Nota: Inesquecível






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