sábado, julho 31, 2010

Inception

É daqueles filmes que temos de ver duas vezes. Não tanto para a compreensão global do filme, mas sim para apreciarmos cada diálogo, cada tique das personagens. Tudo corre a uma velocidade vertiginosa (com as excepção dos primeiros 30 minutos em que ficamos a pensar.. "ok..sonhos...já percebi...a acção... quando começa?") e, numa sala de cinema acompanhada pela banda sonora alternativa das pipocas, dos susurros e afins, torna-se impossível apreciar verdadeiramente o filme.

Enquanto espero pelo bluray, ficam algumas notas:
Christopher Nolan comprova-nos, mais uma vez, o excelente realizador que é. Filmes como Insomnia, Batman Begins, The Dark Night e agora Inception (nunca cheguei a ver o Memento e sinto que estou a perder bastante) são masterpieces.
Depois, temos um elenco de luxo, não tanto pelos cachés milionários, mas sim pela qualidade das interpretações. DiCaprio comprova que dá o seu melhor em trillers psicológicos (e não tanto nas comédias românticas que o lançaram para o estrelato); Joseph Gordon-Levitt começa a fazer a passagem dos filmes de adolescentes para os que realmente interessam para a carreira de um actor (lembro-me bem dele na hilariante série televisiva "3rd Rock from the Sun"); Ellen Page mostra que as actrizes não se medem aos palmos (penso que este é o segundo grande filme dela, depois da fantástica interpretação em "Juno").

(Ao numerar estes três actores, apercebo-me de uma trivia comum a todos: podem ter 20, 30 ou 40 anos que aposto que vão parecer saídos do secundário.)

E por fim, tenho de referir a Marion Cotillard. Ainda não vi o filme que lhe valeu o Óscar, em que faz de Édith Piaf, mas já a havia visto em "Inimigos Públicos" e "Nine". E só vos digo isto... os olhos da mulher hipnotizam-me.

Agora tenho de esperar pela versão em bluray, porque saí da sala de cinema com a sensação de que me escapou muita coisa, não tanto em compreensão, mas em ligação para com o filme.

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