quinta-feira, maio 17, 2012

Tempo é preciso

Para atualizar este blog.

Estou há dois meses num novo projeto profissional, que estou a adorar, mas me deixa praticamente sem tempo/cabeça para escrever no blog ou mesmo ficar a par dos feeds.

Estou seriamente a ponderar passar o domínio para o Tumblr por me permitir partilhar mais facilmente artigos e links, pelo menos sempre que não tiver tempo para um post mais elaborado.

Sugestões?

PS: por motivos profissionais estou-me a obrigar a escrever com acordo a ver se me habituo a isto..

quinta-feira, maio 03, 2012

Nunca é demais lembrar...

Que é preciso ter cuidado na informação que se partilha nas redes sociais:

In a recent study, Consumer Reports shows exactly why that figure is nothing short of disastrous, and how over-sharing publicly can be used against Facebook users.
4.8 million people have shared details about their plans for a certain day, making it publicly known when their houses are going to be empty, and 4.7 million have ‘liked’ a Facebook page related to health issues or treatments – exposing details that can be used against them by insurance companies.
Out of the 150 million Facebook users in the US, almost 9% are sharing personal information, but seem to be completely oblivious of the fact, and the lack of awareness has had its consequences. A projected 7 million households with members on Facebook have been harassed or threatened or had users log in to their accounts without permission, a 30% increase on the previous year. 

terça-feira, maio 01, 2012

Teremos Google e Facebook daqui a 5 anos?

A Forbes publica um interessante artigo sobre o ciclo de vida das empresas tecnológicas a operar na Internet e baseia-se em estudos académicos para sustentar os seus pontos de vista.

Não se trata de mais um artigo a vaticinar o fim de alguns gigantes, no caso a Google e o Facebook. O artigo baseia-se também na análise da história para demonstrar que, ao ritmo que a tecnologia evolui, principalmente no ambiente web, esse fim tem de ser visto como algo natural. Mais: a vitalidade de uma empresa depende invariavelmente do momento em que aparece.

E dá um exemplo muito conhecido por todos: a inadaptação da Google à web social. Lê-se no artigo que a Google revolucionou a agregação de conteúdos na Internet. A forma como pesquisamos na web e, principalmente, os resultados que obtemos nada têm a ver com os processos utilizados pela Yahoo ou Altavista.

No entanto, aquando do aparecimento da web 2.0 e de empresas como o Facebook, a Google desvalorizou as potencialidades e, pior ainda, a importância que a web social iria ter nos anos seguintes. E por muitos projectos e tentativas que tenha feito em apanhar o comboio das redes sociais, nunca vai ser capaz de competir nesta área de igual para igual.

Acrescentaria mesmo que isto não se deve apenas à inadaptação da Google, mas também aos preconceitos (no sentido literal do termo - ideias pré concebidas) que os utilizadores possuem: quando pensamos em Google pensamos em pesquisa de informação, não pensamos em interacção social.

Vale a pena ler o artigo completo:

segunda-feira, abril 30, 2012

Pepsi à reconquistas dos fãs da cultura pop

Incorporada na estratégia de rebranding, a Pepsi disponibiliza um agregador com as top stories da cultura pop a circular nas redes sociais:
The board is built on top of Pulse, the social media visualization platform that Pepsi launched last fall. Looking at the RSS feeds from across the Web, as well as the firehose of wants being shared through Twitter and bit.ly (with help from startup SocialFlow), Singh says the #NOW board presents the pop culture stories that are hottest in social media at any given moment, presented in easily-digestible form.
That all sounds fun, but what does that have to do with a food and beverage company? Well, the theme of the campaign is “Live for Now,” and it tries to reconnect the Pepsi brand with, as Singh puts it, “the heart of pop culture.” He argues that “the more deeply integrated” Pepsi is with broader pop culture trends, the better the company does.
Para ler mais, no TechCrunch

segunda-feira, abril 23, 2012

Simplesmente fã

Sabem aquelas perguntas que se fazem às celebridades nas entrevistas de revista sobre os seus gostos de filmes, música ou gastronomia?

Desde que me conheço como gente, se me perguntarem qual o filme da minha vida a resposta foi sempre a mesma ao longo destes 27 anos: Dirty Dancing. Quando o gravei em VHS passei meses a rever o filme sempre que podia até decorar as falas, treinava com a minha prima de Santo Tirso o salto da cena final (claro que uma versão alternativa) e ainda hoje sei a banda sonora de cor.

O filme é de 1987 e 25 anos depois continua a ter uma legião de fãs a manterem a memória do filme bem viva. Prova disso é a página do Facebook dedicada a Dirty Dancing.

Um simples post com uma fotografia e a respectiva citação de um momento memorável consegue rapidamente mais de 30 mil likes e centenas de comentários. Actualmente, mais de 13 milhões de pessoas em todo o mundo são fãs da página.



Relembro: o filme estreou há 25 anos, quando a própria internet estava ainda a dar os primeiros passos.
Quem gere e página não nos está a vender nada, não está a tentar aumentar a receita de bilheteira do filme ou o volume de vendas de merchandising. Não directamente, pelo menos.

A página existe pura e simplesmente para partilhar experiências, para nos relembrar dos momentos em que suspiramos pelos dotes físicos e de dança de Patrick Swayze ou em que sonhamos ter um amor de verão como o de Baby.



Community management, fan engagement, activação de marca é isto: envolver os nossos seguidores, fazê-los olhar para a nossa marca não como um produto, mas como parte integrante das suas vidas.

A propósito disto lembro-me de um exemplo dado nas aulas de comunicação empresarial: o Skip e o conceito "é bom sujar-se!". A professora Ana Beirão explicava o que aquilo significava para as mães: a preocupação com a roupa que os filhos tinham vestida no momento em que decidiam saltar em poças ou atirar-se para o chão. A oferta de valor do Skip não era a eficácia do detergente. Certamente não era muito melhor do que marcas concorrentes. O que o Skip dizia com aqueles spots publicitários era: "não se preocupe, nós preocupamo-nos por si".

Numa altura em que dominavam os anúncios com testes cegos ou comparações com o número de lavagens necessárias para tirar as nódoas, a marca Skip falava directamente para as mães e as suas preocupações com as lides domésticas.

Brand engagement, quer seja na publicidade tradicional ou nas redes sociais, é conseguir que os nossos clientes se identifiquem com a nossa marca, esquecendo-se, no processo, que estão a pagar por esse relacionamento.

sexta-feira, abril 20, 2012

Uma questão de língua

Quando se inicia um blog ou se abre uma conta numa rede social uma das primeiras dúvidas que se tem é: escrever em português ou em inglês?

Olhando para a lista de blogs que acompanho (nacionais e estrangeiros) vejo que a temática define muito esta escolha: se temos um blog político, não fará certamente sentido escrever em inglês, mas se abordamos temas globais, como tecnologia ou marketing, podemos ter a ambição de chegar a um público mais vasto.

Mas depois leio notícias como esta e relembro-me que o português não é uma língua qualquer e muito menos uma língua minoritária. Não sei se o ranking se mantém, mas aprendemos na escola que usamos a sexta língua mais falada em todo o mundo.

É verdade que escrever em inglês nos dá um cunho mais global e já dizia a Manuela Azevedo que "o inglês fica sempre bem e nunca atraiçoa ninguém".

Mas numa altura em que se continua a debater o acordo ortográfico e muitos do que são contra usam o argumento que "é a língua de Camões e Vasco da Gama e faz lá algum sentido nos subjugarmos aos colonizados", não deixa de ser caricato ver que, em certos aspectos, os brasileiros fazem mais pela visibilidade da nossa língua do que os próprios portugueses. E não me refiro somente ao óbvio - o número de habitantes do Brasil face aos de Portugal - mas também a estes pequenos pormenores: na escrita, mas também na música, por exemplo.

terça-feira, abril 17, 2012

Dependência tecnológica

Leio a noticia que a Google deverá juntar-se aos concorrentes e oferecer já na próxima semana um serviço de armazenamento na Cloud.

Vermo-nos livres de discos externos ou podermos optar por um leve MacBook Air é sem dúvida uma das grandes vantagens destas novas formas de armazenamento (novas... o dropbox já existe há algum tempinho), mas em dias como o de hoje questiono seriamente a nossa dependência na tecnologia.

Não foi para isso que te dei o meu email...

Não é a primeira vez que acontece e certamente não será a última, mas a forma abusiva com que algumas empresas utilizam a informação que consta nas candidaturas a emprego que recebem chega a ser insultuosa.

A maioria não dispensa 5 minutos do seu tempo para dar uma resposta ao candidato, mas apressam-se logo a incluir o email deste nas respectivas mailing lists.

Qualquer dia os candidatos têm de solicitar primeiro a assinatura de um contrato com os termos de utilização da sua informação pessoal antes de poderem se candidatar a uma vaga de emprego.

sexta-feira, abril 13, 2012

A importância de dar a cara

Já todos ouvimos dizer que nas redes sociais as marcas têm de ser humanizadas, o que significa deixar de lado o discurso publicitário e falarem com os seus públicos com uma linguagem próxima, personificada.

Muitas vezes isto passa pela assinatura dos posts. Um exemplo próximo: na página do facebook da Rádio Comercial, os jornalistas assinam as actualizações com os seus nomes. Outras vezes passa por podermos falar directamente com quem toma as decisões. Sabendo que há alguém importante do lado de lá e não apenas um intermediário transmite confiança e proximidade.

Um estudo da BrandFog vem comprovar isto mesmo:

According to a recent study by BrandFog, people want to see CEOs — not just a company's PR team — actively using Twitter, Facebook, or any form of social media.
The "2012 CEO, Social Media and Leadership Survey" — which asked hundreds of employees from Fortune 500s as well as mid-sized companies and start-ups about the impact of top executives using social media to communicate with employees and consumers — found that 82 percent of respondents were "more likely" or "much more likely" to trust a company whose CEO used social media.

terça-feira, abril 10, 2012

Fusões e aquisições 2.0

Depois da compra do Posterous pelo Twitter, é a vez do gigante Facebook adquirir o popular Instagram.
Para quem gosta de especular, podem-se juntar à conversa iniciada pelo jornal The Guardian:
Facebook's Mark Zuckerburg has announced that his company will acquire photo-sharing app Instagram for a whopping $1bn in cash and shares. Why did Facebook pay such a massive price? We're collecting insights and observations from industry observers, reporters and readers. Tweet us @GuardianUS, or toss in your thoughts in the comments below.
Numa altura em que as redes sociais crescem que nem cogumelos, a fusão das principais redes parece-me um passo natural. Temos é de esperar para ver se o utilizador sai beneficiado ou se se trata apenas de uma manobra de eliminar a concorrência.

terça-feira, abril 03, 2012

A competência chave para o sucesso

Não é uma palavra com boa associação. Quando pensamos em vender pensamos em objectivos comerciais, em pressão de metas, em vendedores de porta a porta.

Mas o site Inc apresenta um bom argumento quando diz que saber vender é a chave do sucesso:

But if you think of “selling” as explaining the logic and benefits of a decision, then everyone—business owner or not—needs sales skills: To convince others an idea makes sense, to show bosses or investors how a project or business will generate a return, to help employees understand the benefits of a new process, etc.
In essence, sales skills are communication skills. Communication skills are critical in any business or career—and you’ll learn more about communication by working in sales than you will anywhere else.


Podem ler o resto do artigo aqui: The One Skill You Need to Succeed

An Offer You Can't Refuse

A célebre frase de Vito Corleone dá o mote a um interessante artigo publicado em "Fast Company" sobre como tirar lições de liderança do filme "O Padrinho".

Para ler: An Offer You Can't Refuse: Leadership Lessons From "The Godfather".

quarta-feira, março 28, 2012

Até a Google sabe que a comunicação 1.0 continua a ser importante

As Google matures, it spends more on traditional advertising
As the world's leading search engine, it may not have problems getting consumers to turn to google.com when they need to find something online, but in an effort to promote its non-search offerings to the masses, Google has been increasingly turning to advertising mediums it once shunned, such as television, magazines and newspapers.


terça-feira, março 20, 2012

3 meses de Kindle

Cerca de 3 meses depois de comprar o Kindle está na altura de actualizar a primeira análise que aqui vos deixei. Antes de mais, deixem que vos diga que é, sem sombra para dúvida, uma das melhores compras que fiz ao nível dos gadgets. A relação qualidade/preço é soberba e qualquer arrependimento que pensasse vir a ter dissipou-se ao fim de algumas semanas de utilização. Posto isto:

Leitura: Com luz do dia, sob luz interior ou apenas com o candeeiro da mesinha de cabeceira, a experiência é 100% gratificante. Até a critica inicial de que o ecrã podia ter maior contraste caiu por terra. Ao fim de uns dias de habituação deixamos de reparar nisso e nada se compara ao conforto de segurar num livro de 300 páginas apenas com uma mão.

Foco na leitura: Uma das críticas/observações feitas aos tablets é a existência permanente de fontes de distracção, que impedem a imersão na leitura. No Kindle, isso não existe. Mesmo com acesso à Internet a experiência é tão dolorosa comparada com outros gadgets que rapidamente perdemos a vontade de o fazer ;)

Portabilidade: Cabe em qualquer uma das minhas carteiras, sem peso em excesso. Excelente para levar para o café ou para a sala de espera do consultório médico.

Economia: Com portes e IVA o Kindle ficou-me por 140€ (mais euro, menos euros). Em média, cada ebook é 2€ a 5€ mais barato do que a versão em papel e existem alguns exemplares na Amazon cuja versão ebook é mesmo gratuita. Ao fim de algumas aquisições, a poupança em livros e portes (caso pretendesse enviar pela Amazon) acabam por pagar o equipamento. Por outro lado, a entrega wireless dos livros aumenta as compras por impulso, pelo que é recomendável não ter muito dinheiro disponível no cartão MbNet.

E por aí, já se renderam à leitura digital?

segunda-feira, março 19, 2012

Ainda sobre os códigos QR

Tenho visto nas redes a utilização de códigos QR como foto de perfil e, percebendo o instinto inicial (eu própria incorporei um código QR na cover photo da página FB do blog), se analisarmos bem tal não faz muito sentido:

1. Para quem acede ao facebook/twitter através do desktop, faz mais sentido disponibilizar na página de informação os contactos para consulta imediata (duvido que haja muita gente a perder tempo a pegar no smartphone, abrir a aplicação, fazer scan ao código e só depois ter acesso a essa info);

2. Para quem acede via smartphone... Bem, a menos que tenha um segundo gadget à mão para fazer o scan, de pouco ou nada serve a disponibilização do código.

A única utilidade que consigo ver é dar ao utilizador a possibilidade de guardar de uma só vez todas as informações de contacto no smartphone (no caso de se tratar de um código com vCard). No entanto, e neste caso, acho preferível disponibilizar o QR code numa imagem secundária e não na foto de perfil, até porque a olho nu o código QR é impessoal, pelo menos os maioritariamente utilizados, o que não é o caso da Coca-cola que fez um bem criativo:

Código QR da Coca-cola, via: http://nazgulk.wordpress.com
Quando surge alguma novidade o instinto imediato é passar a usá-la e só depois analisar ao certo as funcionalidades e utilidade, mas fica aqui um exemplo de como é preferível inverter o processo.

Uma das grandes vantagens que vejo nesta tecnologia é a sua incorporação em catálogos físicos. Por exemplo, numa revista de arquitectura ou design, pode-se incorporar os contactos do arquitecto/designer (email, endereço url e outros) nas várias páginas da revista, de forma a quem estiver interessado poder imediatamente pesquisar mais informações sobre o seu trabalho.

Deixo-vos aqui alguns exemplos criativos na utilização destes códigos, via Mashable, Foxypropaganda e Awwwards.

Nota: é o primeiro artigo sobre códigos QR, mas já discuti este tema nas redes sociais, daí o titulo utilizado.

terça-feira, março 13, 2012

A figura do Curador

Sei que ainda é terça-feira, mas já foram tantos os artigos sobre este tema que podemos considerar ser, pelo menos, uma das palavras da moda nesta semana. Afinal é uma das particularidades das redes sociais e da constante partilha de informação: se um tema chamar a atenção de determinados opinion makers, facilmente se torna viral.

Por estes dias, as atenções têm-se virado para a figura do "curador" ou actividade de "curadoria", também designada de agregação de conteúdos, muito devido à publicação do código de ética para esta actividade. O assunto foi abordado em blogs e órgãos de comunicação social tão díspares como Ponto Media, New York Times ou Brian Pickings. Em todos estes meios vemos a defesa da propriedade intelectual, se assim lhe quisermos chamar, na partilha de links ou reescrita de textos que se encontram pela Internet. A criação deste código de ética pretende, assim, colmatar a inexistência de regras ou guidelines para a partilha de informação:
In an age of information overload, information discovery — the service of bringing to the public’s attention that which is interesting, meaningful, important, and otherwise worthy of our time and thought — is a form of creative and intellectual labor, and one of increasing importance and urgency. A form of authorship, if you will. Yet we don’t have a standardized system for honoring discovery the way we honor other forms of authorship and other modalities of creative and intellectual investment, from literary citations to Creative Commons image rights. [Brian Pickings]
O problema com este código, evidenciado por Marco Arment, não se resume a um, mas a três aspectos, com os quais concordo: primeiro, os autores deste código pretendem que passemos a decorar e a utilizar novos símbolos que traduzem a fonte da informação que estamos a transmitir:  que significa "via/fonte" e que, sem tradução imediata para português, significa "o autor x chamou-se à atenção para este assunto". Qual o problema com estes símbolos? Para os utilizar neste texto tive de fazer copy-paste dada a inexistência de tal simbologia no meu teclado. Na instantaneidade da social web estão a ver alguém a ter este trabalho permanentemente? Eu não.

O segundo problema é bem evidenciado por Marco Arment:
The problems with online attribution aren’t due to a lack of syntax: they’re due to the economics and realities of online publishing.
De forma consciente ou não, todos acabamos por assumir que a informação que se encontra na Internet pode e deve ser partilhada se a considerarmos interessante para a nossa rede. Excepto nos casos em que os autores evidenciam explicita e visivelmente a licença "All Rights Reserved", o senso comum e as boas práticas na Internet levam-nos a partilhar a informação com um simples link inserido no texto (como abundantemente o tenho feito aqui) ou terminando o artigo com o já referido "via...". 

O terceiro problema é a importância que a referenciação de autoria assume para os leitores e para os curadores: zero ou praticamente nula. Ou melhor, como leitores damos mais crédito a um artigo se incluir referências externas, mas isso não significa que vamos ler o texto original, principalmente no caso de site agregadores de notícias:
The problem isn’t whether readers can easily find the source link. The real problem is that these posts replace the need for the source link. (...) When a post is rewritten, the rewriter knows that most of the audience won’t visit the original link. That’s the point. They don’t want to send anyone away from their site. Rewriting sites (“aggregators”) will never adopt Curator’s Code in meaningful numbers because they don’t care. Whatever you think of what they do is irrelevant to them: they think it’s fine, their readers don’t care, and it seems to be legal. [Marco Arment]
Aconselho vivamente a leitura integral do artigo integral de Marco Arment sobre esta temática e deixo-vos com uma catch phrase de Matt Langer sobre este assunto:
First, let’s just get clear on the terminology here: “Curation” is an act performed by people with PhDs in art history; the business in which we’re all engaged when we’re tossing links around on the internet is simple “sharing.”

segunda-feira, março 12, 2012

Leituras da Semana: Amazon, Google e Twitter

A semana passada foi marcada por dois eventos, a apresentação do novo iPad e a SXSW, a conferência anual de música, filme e interactividade que decorreu em Austin (US). A par destes eventos, chamaram-me à atenção as seguintes notícias:

Amazon poderá vender eBooks fora da Kindle Store
O blog ebookfriendly noticia, com informações de PaidContent e The New York Times, que a Amazon planeia publicar uma série de pequenas biografias, chamadas "Amazon Lives", que não serão exclusivas para a Kindle Store, sendo o primeiro livro publicado em Junho de 2013.
Como bem salientam no ebookfriendly, as restantes ebookstores não suportam o formato de mobi (exclusivo do Kindle), o que pode significar duas coisas: que a distribuição desta colecção será feita em formato EPUB e, mais importante talvez, que o próprio ecossistema do Kindle passe, num futuro próximo, a suportar este formato mais universal.

Google passa a encriptar dados das pesquisas no Reino Unido
A Criptografia SSL de dados de pesquisa da Google já se mudou para Reino Unido e para outros sites internacionais, o que significa que informações como quais as palavras-chave de pesquisa deixarão de estar disponíveis para os gestores de websites. Como sabemos, estes dados são fundamentais para que os websmasters e gestores de SEO/SEM saibam qual o caminho que os cibernautas fazem até chegar ao seu website, permitindo optimizar as landing pages, conteúdos e outras características dos websites.

Android líder nas pesquisas e navegação
A plataforma Android não só domina a venda de smartphones como finalmente consegue ultrapassar o navegador do sistema iOS, Opera, na preferência dos utilizadores. Não podemos propriamente afirmar que esta notícia não seja esperada, dado que o sistema iOS apenas é vendido por um fabricante, enquanto que o Android se encontra disponível não só nos smartphones da Google, como de diversas outras marcas , como a HTC, Samsung ou LG.

Twitter com E-Commerce
Ainda não foi confirmado pelo twitter, mas de acordo com a informação avançada pela Ad Age o twitter planeia acrescentar novas experiências nas páginas para marcas, incluindo concursos, e-commerce e sorteios. É um passo certamente ambicionado pelas marcas uma vez que, comparado com outras plataformas como o Facebook, o Twitter pouco diferencia as páginas individuais das páginas corporativas. Confesso estar interessada em ver a evolução, tendo em conta que a maioria dos utilizadores acede ao twitter através de aplicações de terceiros, aplicações desktop como o tweetdeck ou aplicações para dispositivos móveis, pelo que espero ver o real impacto destas novidades.
Via: Ad Age

quinta-feira, março 08, 2012

A singularidade de Seth Godin

É um dos meus autores favoritos, não pelos livros (o primeiro que comprei, A Cor Púrpura, ainda aguarda na prateleira), mas pelos textos que escreve no seu blog.

Seth Godin não se assume como guru ou expert no que quer que seja e isso nota-se pela ausência de títulos como "As 10 coisas que..." ou "O que não deve fazer...". Raramente se encontram nos seus textos keywords estratégicas ou hiperligações a posts anteriores. 

De todos os autores de renome no sector do marketing, Seth Godin é provavelmente o que apresenta o blog com layout mais simples onde o texto é, de facto, o ingrediente principal. E ao invés de dar directrizes de como devemos fazer isto ou aquilo, Godin "limita-se" a chamar a nossa atenção para pormenores, relacionados com a actividade, mas também com situações do dia a dia que nos influenciam enquanto profissionais.

Por isso achei saboroso um dos seus recentes textos sobre a excessiva atenção que os autores e produtores de conteúdos dão às técnicas de Search Engine Optimization em detrimento da qualidade do conteúdo. Referindo-se a um texto de outro autor "12 Things that will kill your blog post every time" Seth Godin contradiz as directrizes com um simples argumento: 
I'm not writing to maximize my SEO or conversion or even my readership. I'm writing to do justice to the things I notice, to the ideas in my head and to the people who choose to read my work.
Olhando para a blogosfera do marketing/comunicação vejo que temos dois tipos de autores distintos: os que escrevem para ensinar e os que escrevem para nos por a pensar. Analisando em pormenor a blogosfera portuguesa, fico contente por constatar que a maioria dos autores se enquadra na segunda categoria.

PS: não quero com isto dizer que os autores de "How to..." sejam menos válidos, pelo contrário, apenas saliento a importância de podermos contar com os dois tipos e o excesso de autores anglo-saxónicos no primeiro.

segunda-feira, março 05, 2012

leituras da semana: Facebook, iBookstore, Pinterest e outras

Ao longo da semana vou guardando no Instapaper os artigos que pretendo ler ou reler mais tarde, o que, normalmente, só acontece durante o fim de semana. Quando me apercebo tenho mais de 50 artigos por ler, sem contar com alguns que ficaram das semanas anteriores. Da semana que passou destaco as seguintes notícias e trends:

Facebook Timeline para páginas
aqui destaquei alguns artigos que analisam as recentes novidades no Facebook e apenas acrescento o post do Techcrunch que sintetiza bem as novidades mais importantes ao nível da Timeline para páginas.

Fragmentação nas livrarias digitais
O site mediabistro noticia que a Apple não venderá na iBookstore a edição ebook no novo livro de Seth Godin porque o mesmo inclui, na bibliografia, links para outras obras suas à venda na Amazon. O autor expressa o seu descontentamento com estes novos gatekeepers da cultura: "We’re heading to a world where there are just a handful of influential bookstores (Amazon, Apple, Nook…) and one by one, the principles of open access are disappearing."

Tráfego móvel
De acordo com o estudo da Chitika, noticiado pelo TNW, o tráfego online a partir de dispositivos móveis disparou 35% no último ano. Apesar deste crescimento, os computadores ainda são responsáveis por 89.45% de todo o tráfego na Internet. Importa ainda realçar que, no período das 8h às 10h da manhã, o tráfego móvel atinge uma quota de quase 20% de todo o tráfego web registado nesse período (quantos de nós não tomam o pequeno almoço ou o primeiro café da manhã a ler notícias no smartphone?).

Pinterest
É a rede social do momento e são vários os artigos que destacam as mais valias do Pinterest para a marcas e dicas de como aproveitar esta onda: The Marketers Guide to Pinterest11 ways to use Pinterest as a brandMeet Your Pinterest Customer.

Podem ver outros artigos que guardei no meu perfil no delicious.

quinta-feira, março 01, 2012

Facebook Marketing: 3 novidades a reter

Decorreu ontem, em Nova Iorque, a Facebook Marketing Conference, o primeiro evento especificamente direccionado a gestores de marketing e de páginas na famosa rede social. Apenas um dia depois, abundam na Internet artigos e posts sobre as novidades e, para os interessados, segue-se um resumo das novidades e respectivos links para obterem mais informações.

O blog Econsultancy analisa as novidades associadas à introdução da Timeline para páginas, destacando as regras para a cover photo: não pode conter informações de contacto, destaques promocionais nem as chamadas "call to action". O artigo analisa ainda as alterações que as aplicações de terceiros vão sofrer, a possibilidade de destacar semanalmente determinadas histórias e a introdução das "milestones", ou seja, factos históricos e de interesse relacionados com a marca que serão incluídos na cronologia.

Por sua vez, os blogs The Next Web e All Facebook destacam a apresentação das ofertas premium e da chegada da publicidade aos dispositivos móveis. Com as ofertas premium, as empresas passam a dispor de um meio fácil e gratuito de publicitar descontos e promoções especialmente direccionadas à sua comunidade no Facebook. No que diz respeito ao mobile, o feed de notícias no smartphone ou tablet passará a incluir histórias patrocinadas (seguindo o exemplo introduzido pelo twitter).

Com esta conferência, o Facebook pretende reforçar a sua posição no mercado da publicidade, ambicionando ser visto pelas marcas como um parceiro vital para as respectivas estratégias. Do lado do consumidor, é um pau de dois bicos: se por um lado por passar a beneficiar de descontos nas suas marcas favoritas, por outro a quantidade de publicidade a que passará a estar exposto aumenta consideravelmente. A opção para minimizar este efeito parece óbvia: usar o botão "like" com prudência e rigor e só pertencer a comunidades com as quais efectivamente nos identificamos.

Podem encontrar mais informações sobre as novidades no Facebook no Inc. e Econsultancy.