Porque causa desta resposta do Luís Paixão Martins, a discussão sobre o texto anterior tem-se feito no Facebook do Luís.
Como disse nos meus comentários, não percebo a conotação negativa que se deu ao texto anterior, nem porque foi percebido que estaria de alguma forma a criticar a crescente visibilidade que os profissionais de RP estão a ter. A troca de opiniões já vai longa, mas gostaria apenas de rematar a minha opinião sobre o tema com alguns esclarecimentos:
1. Não me identifico como "jovem profissional de RP". Exceptuando os estágios de realizei como assessora de imprensa, desde cedo que a minha carreira enveredou mais para o marketing e estratégia empresarial (áreas complementares, mas diferentes). No entanto, sou formada na área e estou atenta ao sector e, por isso, conheço a profissão o suficiente para notar esta alteração de comportamento dos profissionais de RP;
2. O porquê da expressão "trabalhar na sombra" ter sido negativamente conotada ainda estou para perceber. Até há bem pouco tempo saiu um artigo na revista Economist que abordava o lado obscuro das Public Relations, artigo elogiado por profissionais experientes do sector, como Alexandre Guerra no blogue PiaR, Rui Calafate em It's PR Stupid! e pelo próprio Luís Paixão Martins no seu Lugares Comuns. A própria expressão Spin Doctor, muitas vezes mal conotada, refere-se a este lado obscuro das RP, que o artigo da revista Economist refere, lado este "que pressupõe luta de poder, guerras de bastidores, mentiras, ilusões, uma lógica dos “fins justificam os meios” (citando o Alexandre Guerra, que desmontou o artigo original de forma brilhante);
3. Disse a Joana Mil-Homens que "A malta dos blogues e twitters, sejamos francos, é conhecida apenas aqui, no 'meio". Certo, mas o meio não é apenas povoado por profissionais do sector, mas por profissionais das mais variadas áreas que passam a ter um maior conhecimento do sector da comunicação, fruto dessa presença mais activa dos consultores de comunicação;
4. Facto curioso: o Facebook do Luís tem mais comentários do que as visitas existentes a este blogue no dia em que publiquei o texto. Somando a isto as prováveis visitas ao próprio blogue do Luís, dá para perceber que muitos comentaram sem ler o texto original. Os profissionais de RP podem não gostar de ler que "gostam de aparecer", mas as vantagens de se ser o "Top of the mind" estão à vista.
Por fim, um último esclarecimento, já deixado no Facebook: "De forma alguma critiquei negativamente a posição de um consultor de comunicação dar-se a conhecer ao mercado como especialista que é. Aliás, refiro no texto que essa visibilidade se deve, tal como refere o Luís Paixão Martins, ao facto de trabalharem num mercado concorrencial. E percebo perfeitamente essa posição até para se evidenciarem dos chamados "relações públicas" de discotecas algarvias. Com o texto apenas evidenciei essa mudança na profissão: cada vez mais o público conhece a cara do profissional, a forma como este vê a profissão e o sector."






6 comentários:
Creio que se está a discutir temas diferentes sob um mesmo conceito. Só a minha opinião. Muito do que estava na suposta sombra deixou de estar na web colaborativa. Qualquer profissão ligada à comunicação mudou à luz desta evolução.
Só não acredito que valha a pena discutir quem está ou não na sombra - desde que o produto final (o cliente que é orientado pelo suposto assessor) continue a passar a sua mensagem de uma forma percepcionada enquanto "sua", tudo o resto é uma questão de evolução.
É a minha opinião :) Não sei o que achas.
Pois, esse foi outro ponto que me escapou completamente. Em momento algum digo no meu texto ou em posteriores comentários que o Assessor está a ganhar visibilidade à custa do cliente. Aliás, que eu me recorde, nunca li um post, um tweet ou qualquer texto em que um Assessor tivesse dito "O meu cliente x está a fazer y".
Os profissionais de RP estão a ter visibilidade por passarem os seus conhecimentos, comentarem as notícias do sector e afins, não por falarem dos seus clientes.
Tenho de ser mais pragmática nos meus textos para não ser tão mal interpretada :P
E já agora, obrigado por comentares na fonte ;)
O que o teu texto permitiu foi algo muito simples: diferenciar entre o Assessor e o emplastro. O que afirmas sobre a "nova" tendência é verdade. Isto é, as redes sociais permitiram aos profissionais de comunicação "aparecerem" (da mesma forma que foram elas que mataram o assessor de imprensa tradicional mas essa é outra discussão). Não tanto, entendo, para se mostrarem mas antes por saberem utilizar um meio que é, cada vez mais, "o meio". Independentemente de outras questões (Pub. e Mkt). Diferente é o caso do AI Emplastro.
Por isso, falo por mim, não existe uma crítica "negativa" ao teu texto, bem pelo contrário - só o ter suscitado tanta discussão demonstra que é bom - o que se pretende é separar as águas.
"Em momento algum digo no meu texto ou em posteriores comentários que o Assessor está a ganhar visibilidade à custa do cliente": pois não. O teu texto foi ponto de partida para um debate e isso é óptimo.
Cumprimentos,
Fernando Moreira de Sá
Fernando, ainda bem que assim o entendes. O texto termina com uma pergunta e procurava isso mesmo, obter outras opiniões. Apenas contava com comentários mais construtivos e não tanto a criticar as expressões usadas no texto.
Obrigado pela visita.
Ângela, entre hoje e amanhã no blog PiaR será publicada uma trilogia sobre o tema "A Morte do Assessor de Imprensa" no seguimento da discussão iniciada por ti.
Cumprimentos,
Fernando Moreira de Sá
Não me importava nada de ser relações públicas de uma discoteca algarvia :) Bjs
Enviar um comentário